|Venezuela

Arreaza: «apesar das agressões, não retirámos um bolívar à protecção social»

No âmbito da 25.ª edição do Fórum de São Paulo, que decorre em Caracas, o diplomata venezuelano abordou a necessidade de uma agenda comum para a esquerda, respeitando a realidade concreta de cada país.

Na sua intervenção, Jorge Arreaza defendeu que a Venezuela bolivariana não está só «em resistência», mas também «na ofensiva, a construir o socialismo»
Créditos / VTV

Num encontro com representantes de mais de cem partidos políticos de esquerda e movimentos sociais, no Hotel Alba Caracas, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros afirmou, esta sexta-feira, que o fórum é «um sinal claro da procura de um caminho comum», à esquerda, informa a Prensa Latina.

Arreaza sublinhou que o «modelo socialista tem de ser uma criação heróica do povo» e exortou os governos de esquerda a estabelecer um projecto comum nas áreas da educação, saúde, cultura, serviços e propriedade, «respeitando a realidade concreta de cada país».

A este propósito, o líder da diplomacia venezuelana explicou que o socialismo bolivariano «procura substituir a lógica imperante da acumulação do capital pela lógica inversa do trabalho como valor fundamental do ser humano».


Lembrou ainda aos presentes que o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, dizia que, quando se tinha uma dúvida, era preciso perguntar quem era o inimigo. «É o imperialismo, nas suas piores expressões, que ataca a Venezuela, pelo que necessitamos da solidariedade dos povos amigos», declarou Arreaza.

«Não somos um governo perfeito; somos seres humanos, somos mulheres e homens a tomar as decisões, mas somos um governo que, apesar da agressão e do bloqueio imperialista, não sacrificou nem um só bolívar, nem um só euro da despesa de protecção social dos venezuelanos», destacou.

Defesa da paz, da soberania e da prosperidade

Com o lema «Pela Paz, a Soberania e a Prosperidade dos Povos», o XXV Fórum de São Paulo começou na passada quinta-feira e prolonga-se até amanhã, 28 de Julho. Num encontro em que participam mais de 450 representantes de mais de uma centena de partidos políticos de esquerda e movimentos sociais, debatem-se temas como o avanço do neoliberalismo e as arremetidas do imperialismo nos países progressistas da região, com o consequente aumento da pobreza; as ameaças à democracia e à paz; as tentativas de ingerência económica, política, social e mesmo militar na América Latina e nas Caraíbas.

Também fazem parte da agenda a análise do processo de diálogo entre os principais agentes políticos da Venezuela e a denúncia do impacto da agressão económica e financeira imposta pela administração dos Estados Unidos a países como Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Para este sábado, terceiro dia do certame, estão previstos encontros sobre o colonialismo na América Latina e nas Caraíbas, assim como vários encontros de mulheres, afrodescendentes e povos originários.

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