Mais de oito mil utentes do concelho sem médico de família

Benavente: utentes reivindicam o direito à saúde

Depois do abaixo-assinado entregue em Abril, o Governo informa que não está prevista a reabertura das extensões de saúde encerradas.

Os utentes têm combatido a degradação do serviço público
Créditos / Expresso da Lezíria

Remonta ao passado dia 27 de Abril o documento que duas mil pessoas assinaram a favor da recuperação do direito à saúde no concelho. Segundo as contas da comissão de utentes, promotora do abaixo-assinado, o quadro de pessoal estará incompleto há mais de cinco anos e os utentes sem médico de família, no concelho de Benavente, são acima de oito mil.

Uma situação que, avança este grupo de utentes, é colmatada com o recurso à contratação de médicos, através de uma empresa de trabalho temporário, que «não estão capacitados para consultas de especialidade como a diabetes e outras doenças crónicas».

O documento entregue no Parlamento e no Ministério da Saúde apontava necessidades identificadas pelos utentes para uma boa prestação de cuidados de saúde. Dotar a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Benavente de profissionais e técnicos para um atendimento eficiente e restabelecer as extensões de saúde de Barrosa, Foros de Almada e Biscainho/Foro da Charneca, foram algumas elencadas.

A resposta assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde chegou no passado dia 20 de Junho. Na resposta ao conjunto de reivindicações, o representante do Governo assume, porém, que «não se prevê a reabertura das extensões de saúde encerradas».

A tutela reconhece o diagnóstico referente à falta de médicos e enfermeiros e escuda-se nos concursos de admissão que estão a decorrer. Porém, a comissão de utentes afirma que as admissões previstas não são em número suficiente para suprir as necessidades.

O Governo aprova o projecto de ampliação da USF de Samora Correia, embora sem data prevista para a sua concretização, e reconhece o «empenho» do executivo da Câmara Municipal de Benavente na reparação e manutenção das unidades de saúde, reconhecendo porém não ser uma competência da autarquia.

Na reunião realizada na passada quinta-feira, a comissão de utentes assumiu o compromisso de prosseguir com o protesto até que o direito à saúde seja integralmente cumprido.

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