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Greve suspensa no São Carlos e na CNB

Os trabalhadores do OPART decidiram, no sábado, suspender os pré-avisos de greve, graças ao reconhecimento pela administração de que «os trabalhadores e o CENA-STE fazem parte da solução».

Os trabalhadores do Opart - Organismo de Produção Artística, reunem-se à porta do Ministério da Cultura com o objetivo de demonstrar o seu apoio à delegação sindical e afirmar a sua vontade de contribuir para que o cenário atual na instituição seja alterado, Lisboa, 27 de março de 2018.
Os trabalhadores garantem que este novo processo de negociação «não partirá do zero» e terá em conta as negociações desenvolvidas nos últimos anos CréditosAntónioCotrim / LUSA

A suspensão, segundo o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN), não significa que se tenha encontrado a solução para todas as reivindicações e problemas laborais criados pelos acontecimentos das últimas semanas. 

Afirma, porém, que esta suspensão acontece porque os trabalhadores consideraram que o novo Conselho de Administração da empresa demonstrou ter a capacidade, em cerca de 48 horas, de «propor um caminho de compromisso e negociação em que reconhece que os trabalhadores e o CENA-STE fazem parte da solução».

A intenção é de criar uma comissão paritária para análise e proposta de soluções para a questão do horário de trabalho e respectiva harmonização salarial entre a Companhia Nacional de Bailado (CNB) e o Teatro Nacional São Carlos (TNSC), e o compromisso do Conselho de Administração em envidar todos os esforços para que se prorrogue a decisão sobre a aplicação das 40 horas na CNB até 30 de Setembro.

Segundo o sindicato, o Conselho de Administração compromete-se igualmente a entregar, esta terça-feira, um projecto de protocolo negocial das matérias e calendário das negociações, onde constará uma proposta de Acordo de Empresa, bem como de Regulamento Interno de Pessoal.

 «Os trabalhadores mandataram o sindicato para a suspensão desta greve, mas mantêm-se unidos e unânimes nas reivindicações constantes dos pré-avisos, mantendo a sua natural vigilância relativamente ao decorrer das negociações», alertou o CENA-STE.


Acrescenta que estes profissionais não têm dúvidas quanto à origem dos problemas, dizendo que houve um erro na gestão da situação, que é da total responsabilidade do Governo e do Ministério da Cultura.

Garantem que este novo processo de negociação «não partirá do zero» e terá em conta as negociações desenvolvidas nos últimos anos.

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