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A notícia para os patrões do Diário do Minho é que trabalhadores partem para greve

Dada a recusa da administração do Diário do Minho em responder às exigências que constam no Caderno Reivindicativo, os trabalhadores vão amanhã realizar uma greve e concentrar-se à porta da empresa. 

Muito se fala do jornalismo e muito se fala da sua qualidade, mas em grande parte é de forma abstrata. Apesar disso, os trabalhadores continuam a lutar por melhores condições de trabalho. Depois da luta desenvolvida na Global Media Group e da greve geral dos jornalistas, há um novo episódio na luta desenvolvida no sector. 

Agora é a vez da paralisação chegar ao Diário do Minho. Amanhã os trabalhadores do jornal minhoto vão realizar uma greve e uma concentração. Em causa está o facto da administração recusar dar resposta às exigências dos trabalhadores.

Podia ser apenas um caso do patronato não responder na mesa negocial, mas a questão agrava-se pelo facto de nem sequer ouvirem os representantes dos trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (Site Norte).

De acordo com a informação do sindicato há um Caderno Reivindicativo que foi construído pelos trabalhadores e as exigências nele contido têm cabimento uma vez que o jornal «atravessa uma excelente fase de crescimento». Este elemento é público, já que segundo a informação financeira da base de dados da Informa D & B (empresa de serviços de gestão de empresas), é possível apurar que o Diário do Minho, a nível de vendas, ocupa a sétima posição a nível nacional, tendo mais vendas que o Diário de Notícias.

A par da greve os trabalhadores vão ainda realizar uma concentração, das 14 horas às 16 horas, à porta da tipografia da empresa, com o objectivo da administração finalmente ouvir o que os trabalhadores reivindicam. 
 

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