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Trabalhadores dos hospitais de Lisboa Norte em greve

Dezenas de trabalhadores do Centro Hospitalar de Lisboa Norte juntaram-se esta quarta-feira junto à entrada do Hospital de Santa Maria, contra a falta de pessoal e pelo descongelamento das carreiras.

O Centro Hospitalar de Lisboa Norte engloba os hospitais de Santa Maria e o Pulido ValenteCréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

No protesto em frente ao hospital, os trabalhadores empunhavam faixas e cartazes onde se lia «somos poucos trabalhadores para tantas dores», «tempo de serviço não é para roubar, é para contar», «falta de pessoal faz mal à saúde» e «se a tarefa é especial, a carreira não é geral».

Representados pela Federação dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN), os trabalhadores realizam hoje um dia de greve contra «a falta crónica de trabalhadores existente no Serviço Nacional de Saúde», além que o tempo de serviço dos funcionários com contratos individuais de trabalho seja reconhecido.

De acordo com João Dias, da Federação, são entre 1000 a 1500 os trabalhadores nesta situação, que realizam diversas funções, como assistentes operacionais, técnicos de diagnóstico, terapeutas e administrativos.

Sobre a falta de pessoal, o dirigente sindical João Dias frisou que «a falta de pessoal já se arrasta há décadas, não é de agora, não é por os trabalhadores passarem para 35 horas que há falta de pessoal».

Por outro lado, sobre a exigência da contagem de tempo para os trabalhadores com contrato individual, João Dias afirmou que «é uma vergonha o que querem fazer aos trabalhadores. Temos aqui trabalhadores com 15 e 20 anos de serviço e, se não contarem com este tempo de serviço, os trabalhadores começam da estaca zero», sublinhou.

O dirigente salientou também que foi pedida uma reunião ao conselho de administração do Centro Hospitalar para abordar estas questões, mas até agora não foi obtida uma resposta.


Com agência Lusa

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