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Conferência pela paz denuncia belicismo crescente da NATO

A iniciativa decorreu em Bruxelas nos dias 2 e 3 de Junho sob o lema «Há uma alternativa – Não à NATO!». A 9 e 10 de Julho, realiza-se a Cimeira da NATO em Varsóvia.

Esta conferência em defesa da paz, promovida pelo Grupo Confederal Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), contou com a participação de um vasto leque de activistas, oradores e organizações. Pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) estiveram presentes Ilda Figueiredo, Rui Namorado Rosa e José Goulão. Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), também participou.

Nas suas intervenções, os representantes do CPPC e do CMP denunciaram o carácter cada vez mais agressivo e belicista da NATO, bem como seu novo conceito estratégico – aprovado na Cimeira de Lisboa, em 2010 –, que a transformou na principal ameaça à paz na Europa e no mundo. Sublinharam, igualmente, que a guerra não é inevitável, tendo as forças da paz, os trabalhadores e os povos uma palavra a dizer.

Também presente na iniciativa pela paz esteve João Pimenta Lopes, deputado do PCP no Parlamento Europeu, que sublinhou o modo como as múltiplas intervenções permitiram caracterizar a NATO: bloco político-militar ao serviço do imperialismo que constitui uma permanente ameaça à paz mundial; instrumento de ingerência e agressão contra qualquer país que não aceite subjugar-se aos interesses estratégicos do imperialismo norte-americano.

Também realçada foi a militarização da União Europeia, que é particularmente evidente na resposta ao drama humanitário dos refugiados e na criação de autênticos campos de concentração e deportação em solo europeu.

Tanto o deputado comunista como os representantes do CPPC valorizaram de forma positiva a realização da conferência e destacaram a posição comum que resultou do encontro, na qual se exige a dissolução da NATO e a recusa da sua expansão; a rejeição de intervenções e confrontos militares em qualquer parte do mundo; a retirada da NATO do Mar Egeu; e se apela à mobilização e luta em defesa dos valores da paz, da solidariedade e do desarmamento nuclear.

Exercícios junto às fronteiras russas

No contexto da aproximação crescente às fronteiras russas e tendo por base a suposta «ameaça russa» invocada pelos Estados bálticos e pela Polónia, a NATO está a realizar, neste momento, na Lituânia, os exercícios Iron Wolf [Lobo de Ferro], que envolvem cerca de 5000 tropas.

Ao longo deste mês, a NATO irá prosseguir com exercícios a larga escala na Polónia. Prevê-se que as manobras Anaconda-16, entre os dias 7 e 17, contem com a participação de mais de 30 mil militares de 24 países.

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