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Unicef defende partilha da experiência chinesa em matéria de saúde infantil

Os avanços da China nas áreas da saúde infantil, desenvolvimento na primeira infância, educação e protecção da criança está a gerar experiências que podem ser partilhadas com outros países em desenvolvimento.

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O director regional da Unicef para a Ásia e o Pacífico, Sanjay Wijesekera (segundo a contar da esquerda, em segundo plano), observa uma aula sobre aprendizagem sócio-emocional numa escola primária em Liuzhou (Guangxi, Sul da China) Créditos / Unicef

A proposta de partilha, através da cooperação Sul-Sul, foi defendida este domingo, na cidade de Nanning, por Sanjay Wijesekera, director regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a Ásia e o Pacífico.

Ao visitar a 23.ª Exposição China-Asean, que decorreu de 17 a 21 de Setembro na capital da Região Autónoma Zhuang de Guangxi (Sul da China), Wijesekera disse que a Unicef se congratula com as políticas e os avanços da China no apoio às famílias, na expansão dos serviços de acolhimento de crianças e na construção de uma sociedade favorável às crianças, 

O responsável da Unicef sublinhou que o bem-estar das crianças depende não só dos serviços que lhes são dirigidos, mas também do ambiente, dos cuidados e do apoio que as rodeia.

«Um exemplo importante é o programa nacional de subsídio para cuidados infantis da China, anunciado pelo governo chinês no ano passado. Espera-se que a iniciativa apoie o desenvolvimento na primeira infância e alivie os custos de educação dos filhos», disse, citado pela Xinhua.

A China lançou um programa nacional de subsídios para cuidados infantis em 2025, no âmbito de esforços mais amplos para apoiar as famílias e incentivar a natalidade. O programa oferecerá às famílias 3600 yuans (cerca de 448 euros) por ano por cada criança com menos de três anos de idade.

Numa visita a projectos apoiados pela Unicef em Liuzhou (Guangxi), Wijesekera disse ter visto programas que abrangem a aprendizagem sócio-emocional, os cuidados de saúde materna e neonatal, e os serviços de protecção infantil.

«O que mais me impressionou foi o empenho e a paixão das pessoas que conhecemos. Em diferentes serviços e instituições, vi autoridades e profissionais profundamente empenhados em melhorar os resultados para as crianças», declarou.

«Partilhar a experiência chinesa»

Wijesekera disse ainda que «a experiência da China em tecnologia digital, inteligência artificial (IA), energia limpa e infra-estruturas públicas é de grande relevância para as crianças, uma vez que estas áreas moldam a forma como aprendem, acedem aos serviços, se mantêm seguras e se preparam para o futuro».

Neste sentido, explicou que «partilhar a experiência da China» é a razão pela qual estava a participar na Expo China-Asean. «A cooperação Sul-Sul é um meio fundamental para partilhar a experiência chinesa com os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)», afirmou.

Colaboração estreita desde 1979

O responsável regional disse ainda que, desde 1979, a Unicef tem trabalhado em estreita colaboração com o governo chinês para melhorar a vida das crianças e das suas famílias em áreas como a saúde, a nutrição, a educação, a protecção infantil e a resposta a emergências.

Este ano marca o lançamento do Programa de País China-Unicef para o período 2026-2030. Wijesekera referiu que este novo Programa de País dará maior ênfase ao protagonismo do governo e ao fortalecimento dos sistemas, ao mesmo tempo que continuará a trabalhar nas áreas da proteção infantil, acção climática e políticas sociais. Questões específicas incluem crianças com deficiência, saúde mental e o fim da violência contra crianças.

«Também iremos trabalhar com o governo e as instituições chinesas para permitir que outros países aprendam com o rápido desenvolvimento da China e com a forma como as crianças podem beneficiar dele», disse, acrescentando que, desde 2018, a Unicef e o governo chinês têm trabalhado conjuntamente para chegar às crianças vulneráveis ​​em países de baixo e médio rendimento.

Laos, um exemplo prático de cooperação

«No Laos, a cooperação entre a China, o Laos e a Unicef tem contribuído para combater a má-nutrição aguda, melhorar os indicadores de saúde infantil e reforçar os serviços de protecção infantil, com financiamento do governo da China», disse Wijesekera.

Lançado em Outubro de 2022 e com fim previsto para Dezembro de 2025, o programa de nutrição infantil foi implementado conjuntamente pelo governo do Laos e pela Unicef, com financiamento do Ministério do Comércio da China e da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China.

O programa – refere a Xinhua – abrangeu dez províncias com elevados níveis de subnutrição aguda infantil. Desde então, a iniciativa já tratou mais de 4000 crianças laosianas com desnutrição aguda grave.

«Através da cooperação Sul-Sul, os países podem partilhar soluções práticas e inovações, ajudando a acelerar o progresso para as crianças em toda a região, especialmente as mais vulneráveis», afirmou.

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