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Voto foi aprovado na AR – abstenções de PS e BE foram decisivas

PSD apresenta voto de condenação por detenção que nunca ocorreu

Propaganda contra Cuba chega à AR pela mão do PSD: afinal, a suposta detenção de jornalistas portugueses nas cerimónias fúnebres de Fidel Castro foi um «controlo, na rua, de documentos».
Créditos Juvenal Balán / Granma

Apesar de a Assembleia da República (AR) ter aprovado o voto proposto pelo PSD, em protesto «pela detenção de jornalistas portugueses em Cuba», o que aconteceu de facto está muito longe da história contada pelo Expresso, e que um incauto PSD reproduziu.

De acordo com a enviada do semanário, um conjunto de jornalistas portugueses teriam sido detidos pelas autoridades cubanas quando se preparavam para cobrir o último dia de cerimónias fúnebres, no Leste do país caribenho. Teriam, porque a embaixadora de Cuba em Portugal, Johana Tablada, já veio esclarecer que o episódio não passou de um «controlo, na rua, de documentos».

Isto porque os jornalistas do Expresso e da SIC se preparavam para «violar um perímetro de segurança», de forma a terem acesso à derradeira cerimónia fúnebre, amplamente divulgada como «privada e familiar, vedada totalmente ao público».

A diplomata cubana revelou que acompanhou o episódio com «contactos imediatos» com a SIC e com Cuba «e tudo ficou imediatamente esclarecido, em minutos». Lembra ainda que toda a imprensa portuguesa e internacional, e também os jornalistas em causa, «não tiveram qualquer dificuldade em acompanhar todas as cerimónias ao público e à imprensa».

O PSD levou o seu voto a votação no plenário da AR, esta manhã, tendo sido aprovado, já que o CDS-PP e o PAN também votaram a favor, e o PS e o BE se abstiveram.

No entanto, a história mal contada da detenção de jornalistas portugueses não foi a única na qual o PSD caiu. O voto faz referência a outra detenção, desta vez de um jornalista da TVE (Espanha), no dia 29 de Novembro, para provar que Cuba promove «práticas opressivas e intimidatórias».

Também aqui o PSD caiu no engodo: o próprio relato do jornalista espanhol desmente a tese, afirmando que foi «retido», após realizar uma entrevista numa zona que estava sujeita a um perímetro de segurança temporário, devido às preparações para as cerimónias que tiveram lugar essa noite, com a participação de numerosos chefes de Estado e de governo, e outros representantes de centenas de países.

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