O Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio dos deputados Paulo Sá (eleito pelo Algarve), João Oliveira (Évora) e João Ramos (Beja), alertou o ministro da Cultura, no passado dia 1 de Junho, para o facto de o financiamento da Orquestra Clássica do Sul pelo Ministério da Cultura «não ser actualizado há quatro anos».
Simultaneamente, pediu o reforço do apoio num quadro em que «a redução das transferências do Orçamento do Estado para as autarquias tem constituído um obstáculo para que os municípios do Algarve e do Alentejo possam reforçar o seu apoio financeiro à Orquestra Clássica do Sul».
Criada em 2002, a orquestra que começou por ser Orquestra do Algarve alargou em 2013 o seu âmbito territorial ao Alentejo, adoptando a designação Orquestra Clássica do Sul.
A estagnação do financiamento num período de alargamento da acção no território traduz-se, segundo os comunistas, numa redução da capacidade artística da Orquestra e em sérios constrangimentos ao desenvolvimento do seu projecto artístico. Defendem, por isso, que o Ministério da Cultura «reforce o financiamento da Orquestra Clássica do Sul, permitindo-lhe desenvolver plenamente o seu projecto artístico».
A orquestra, que aposta na divulgação da música erudita e na formação de públicos, em particular das camadas escolares, integra músicos de 12 nacionalidades. É financiada pelo Ministério da Cultura, por via da Direcção-Geral das Artes, e por diversos municípios do Algarve e do Alentejo. Obtém ainda receitas provenientes da bilheteira e do mecenato.
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