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Começa hoje a 6.ª edição da «Arte pela Palestina», em Lisboa

De 7 a 11 de Outubro, a plataforma Arte pela Palestina reúne na Casa do Comum e na Casa Palestina uma programação repleta de exposições, cinema, gastronomia, debates e concertos.

Créditos Yara Kono

Quando se assinalam três anos do intensificar do genocídio em Gaza, a iniciativa solidária reúne-se mais uma vez em torno da cultura como meio de resistência e memória do povo palestiniano. Nesta sexta edição, que acontece entre a Casa do Comum e a Casa Palestina, em Lisboa, várias associações e voluntários promovem uma programação gratuita e diversificada, onde destacamos:

Dia 7, quarta-feira

O cinema abre a programação na Casa Palestina com uma sessão do filme Palestine 36 (2025), de Annemarie Jacir. A longa-metragem acompanha a revolta camponesa palestiniana perante o domínio colonial britânico em 1936. Esta sessão é a única actividade que foge à regra da gratuidade, mas em que 20% do valor arrecadado será doado a instituições escolhidas pela organização.


Dia 8, quinta-feira

Durante todo o dia, a partir das 15h, e ao longo de todos os demais dias do evento estarão patentes, na Casa do Comum, a exposição «Arte pela Palestina», que dá nome ao evento, e «Gaza: Genocídio Cultural», oferecida pelo MPPM. A exposição «Arte pela Palestina» acompanha o leilão das obras, que já decorre online, e terá os valores arrecadados revertidos para a Gaza Biennale.

Já na exposição «Gaza: Genocídio Cultural» o MPPM seleccionou 25 localidades «de algum modo representativas da diversidade temporal, funcional e geográfica do património destruído», para demonstrar que o genocídio em curso também está, deliberadamente, no âmbito do património cultural palestiniano. Além de edifícios, com usos diversos, na mostra estão também elementos do património imaterial, como «a memória, os costumes, as tradições, as crenças e os valores».

Na quinta-feira, destaca-se também a conversa «Intensificação da colonização, normalização do genocídio e do projecto “Grande Israel”» com a presença de Dima Mohamed , Giulia Daniele e João Pedro Borralho com moderação de Pedro Caldeira Rodrigues. Na mesma noite, na Casa Palestina, haverá uma sessão de State of Passion (2024), de Carol Mansour e Muna Khalidi. O documentário relata os horrores vividos pelo cirurgião Ghassan Abu Sittah, em sua sexta, e mais terrível, guerra em Gaza.

Dia 9, sexta-feira

Os destaques do dia passam pela conversa, na Casa do Comum, «Palestina: Pode um Artista Ficar em Silêncio?» com intervenções de Catarina Sobral, Isaac Jaló, Jorge Corrula e Luís Varatojo, moderados por Margarida Valença. Já na Casa Palestina, todos reúnem-se para acompanhar a conversa «As raíses político-económicas do genocídio de Gaza» entre o autor Toufic Haddad e o jornalista José Manuel Rosendo. Há sessão dupla de cinema com Epicly Palestine'd: The Birth of Skateboarding in the West Bank (2015), de Theo Krish e Philip Joa. Na sequência do curta-documental, Exist (2025) de Viktor Telégin e Markus Bengtsson traz o dilema de um atleta que deixa a sua terra.


Dia 10, sábado

Sábado é dia de workshop, na Casa Palestina, com três ofertas distintas: Joana Rocha traz no «First Aid in Action» o conhecimento dos primeiros socorros para activistas; no «Violinos pela Palestina», Rita Mendes apresenta o instrumento para aqueles que nunca tiveram nenhuma experiência com ele; e o Handala Dabke ensina a dançar o dabke, estilo tradicional palestiniano.

Mas este dia também é de manifestação pela Palestina, no Largo Camões, o que suspenderá momentaneamente a programação para ser retomada mais tarde. A noite, na Casa do Comum, haverá uma sessão de The Golden Harvest (2019), quando a realizadora Alia Yunis tentou perceber a «história de amor de 6 mil anos» entre os povos mediterrâneos e suas oliveiras.

Dia 11, domingo

Para o último dia não faltarão novas opções de workshop, a começar pela sessão de culinária do chamado mezze (homus, babaganoush, muhammara e muito mais) oferecido pela Fava & Sesama, no restaurante Estrela da Bica; mas também o workshop de zines, por Alexandre Esgaio; e a oficina para famílias «Um papagaio para contar a minha história», oferecido pela Parents for Peace.

Às 16h da tarde, na Casa do Comum, o MPPM retoma o mote da sua exposição agora para a conversa «Da Via Maris ao deserto: Destruição do património de Gaza» com a participação de Santiago Macias. Santiago é, desde 2021, director do Panteão Nacional, é doutor em História e responsável científico pelo projecto «Intervenção arqueológica no Castelo de Moura» e co-responsável por cerca de dezena e meia de exposições, com destaque para o Portugal Islâmico.

Para a programação completa com os concertos, as refeições e todos os horários e especificações consultar as redes sociais da Arte pela Palestina.

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