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Nakba no cinema. Casa Palestina exibe «Tantura» e «Farha»

Um é um documentário ou outro uma ficção baseada em acontecimentos reais, mas ambos usam o cinema para contar os horrores da Nakba de 1948. As sessões serão dia 22 e 27 de Maio, em Lisboa.

Créditos / Farha

Com o auxílio do cinema, a Casa Palestina vai cumprindo sua proposta de manter viva a produção cultural de um povo em processo de apagamento, mas também faz mais do que isso. Aqui o cinema também é ferramenta auxiliadora na árdua tarefa de contar o que se passou na Nakba há 78 anos. A sensibilidade da arte e o recurso ao áudio e ao vídeo apoiam o executar da tarefa concedendo-a a profundidade necessária para que em qualquer lugar no mundo alguém vindo de um contexto sócio-cultural totalmente diferente daquele que aconteceu na Palestina em 1948, seja capaz de compreender e empatizar com aquelas pessoas.

Tantura (2022)

O documentário parte da investigação conduzida pelo estudante israelita Teddy Katz sobre o massacre da aldeia palestiniana de Tantura em 1948. A investigação, inicialmente dada como inovadora, passa a ser publicamente desacreditada e o seu investigador deslegitimado como um traidor. Até que, décadas depois, um novo levantamento de provas e testemunhos reacende as dúvidas sobre o episódio. Tantura, de Alon Schwarz, propõe uma reflexão sobre como os capítulos mais violentos da história são recebidos e então ocultados.

A exibição acontece esta sexta-feira, 22 de Maio, pelas 20h30, na Casa Palestina.

Farha (2021)

A partir de acontecimentos reais, a longa-metragem revisita o ano de 1948 através do olhar de uma adolescente palestiniana. Farha, de apenas 14 anos, sonha em estudar enquanto acompanha o colapso do seu mundo. A escalada de violência que aproxima-se da cidade faz seu pai escondê-la em um armazém com a promessa de regressar, o que nunca acontece. Sozinha e no escuro e através de frestas para o exterior, Farha testemunha cenas que irão transformá-la para sempre.

O filme vem a galgar prémios em festivais internacionais desde a sua estreia no Festival Internacional de Toronto e a realizadora, de origem palestiniana, Darin J. Sallam preparou uma mensagem gravada exclusivamente para a exibição do filme na Casa Palestina na próxima quarta-feira, 27 de Maio, pelas 20h30, na Casa Palestina.

As duas exibições acontecem em parceria com a produtora independente Don't Skip Humanity e os bilhetes podem ser adquiridos online.

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