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|Palestina

«Devemos manter esta posição». Governo insiste em não reconhecer Estado da Palestina

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o Executivo mantém a posição de não reconhecer o Estado da Palestina, argumentando com a «janela de esperança» do cessar-fogo, mas cujo equilíbrio «é frágil». 
Créditos José Sena Goulão / Agência Lusa

«A posição do Governo não se alterou. Na actual conjuntura, com esta janela de esperança que foi o acordo conseguido para a libertação dos reféns e cessação das hostilidades e com a entrada massiva de ajuda humanitária, devemos manter esta posição», afirmou Paulo Rangel durante uma audição na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, esta terça-feira.

O acordo alcançado entre Israel e o Hamas, que impôs um cessar-fogo na Faixa de Gaza desde domingo, tem «um equilíbrio frágil», reconheceu o ministro, argumentando que pode ser «a base da construção de um cessar-fogo verdadeiro e depois de uma solução negociada» dos dois Estados, Israel e Palestina.

Para Rangel, o reconhecimento da Palestina, onde, calcula um estudo da Lancet, Israel fez 64 mil mortos, só entre 7 de Outubro de 2023 e 30 de Junho do ano passado, não se justifica «neste momento». Por outro lado, desvaloriza o passo dado pela Espanha, Irlanda e Noruega. «É um passo simbólico, outros reconheceram e nada aconteceu», disse. 

No final de Junho de 2024, activistas entregaram uma carta a Luís Montenegro onde exigiam o reconhecimento do Estado da Palestina, salientando que se trata de uma decisão soberana de Portugal, que não deve estar sujeita a interesses de entidades ou de outros países. 

Data de 1947 a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que estabeleceu o princípio da existência de dois Estados – o da Palestina e o de Israel, mas que este se recusa a cumprir, fazendo tábua rasa do direito internacional e violentando o povo palestiniano com a expansão de colonatos em terras ocupadas, prisão de civis sem processo judicial, usurpação de recursos naturais e implementação de um sistema de apartheid. 

No passado sábado teve lugar em Lisboa uma das maiores manifestações pela paz, no nosso país, onde mais uma vez se exigiu o fim do genocídio e uma Palestina livre.  

Com agência Lusa

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