Luta das mulheres por direitos e contra o fascismo lembrada no Aljube

É hoje, 2 de Novembro. No Museu do Aljube lembra-se a intervenção das mulheres no III Congresso da Oposição Democrática, em 1973, um ponto alto da sua luta por direitos e contra o fascismo.

Democratas à porta do Cine-Teatro Avenida preparam-se para participar no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, em Abril de 1973
Créditos / Seara Nova

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) promove já nesta quinta-feira, dia 2 de Novembro, pelas 17h, no Auditório do Museu do Aljube, a conversa «Luta por direitos e contra o fascismo – A intervenção das mulheres no III Congresso da Oposição Democrática».

Além da conversa com duas resistentes, Luísa Araújo e Maria José Ribeiro, a sessão, moderada por Isabel Cruz, contará com a participação da actriz Cátia Terrinca e das guitarristas Luísa Amaro e Mafalda Lemos.

A realização do III Congresso da Oposição Democrática (3COD), em Aveiro, em Abril de 1973, quando «cresciam o descontentamento e a combatividade das massas populares e de largos sectores da oposição ao regime», deu um notável contributo para a queda do fascismo, «pela profundidade da reflexão e da unidade construída por diversos grupos políticos e correntes ideológicas».

Com esta evocação o MDM e o Museu do Aljube pretendem evocar e contextualizar o 3COD focando as «muitas mulheres [que] fizeram parte, na sua maioria de forma organizada, deste grande momento e também da sua preparação. […] O que defendiam? Quais eram os seus problemas? Como participavam?»

Ciclo evoca no Aljube mulheres de Abril e da resistência

A iniciativa faz parte do ciclo «Mulheres de Abril na resistência ao fascismo», promovido pelo MDM no Museu do Aljube entre Junho e Novembro de 2023, e que se encerra com a conversa «Maria Alda Nogueira, uma vida de luta pelos direitos da Mulher, da Liberdade e da Paz», a realizar no próximo dia 29 de Novembro.

O Museu do Aljube Resistência e Liberdade, criado em 2015 em Lisboa, é um museu municipal instalado na antiga Cadeia do Aljube, dedicado à memória do combate à ditadura e à resistência em prol da liberdade e da democracia, que pretende projectar a valorização dessa memória na construção de uma cidadania responsável, assumindo a luta contra a amnésia desculpabilizante e, quantas vezes, cúmplice da ditadura que enfrentámos entre 1926 e 1974. Para conhecimento da sua programação, veja o site do Museu.

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