Há, no Grupo Águas de Portugal, «incumprimentos constantes do Acordo Colectivo de Trabalho», denunciam, em comunicado conjunto, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN). Estas práticas predatórias «têm conduzido ao empobrecimento dos trabalhadores, que são os responsáveis pela riqueza criada».
«A 'engenharia financeira', revelada há dias, veio comprovar que, como os trabalhadores têm dito, há milhões de euros de lucros» que deviam estar a ser, também, utilizados para reforçar os rendimentos baixos que estes profissionais auferem. A Águas de Portugal pagou, 29 de dezembro de 2023, um dividendo extraordinário de 100 milhões de euros ao Estado, por orientação do antigo ministro das Finanças, Fernando Medina, do anterior Governo de maioria absoluta do PS.
Estes 100 milhões, que serviram para a grande ilusão das contas certas que alimentou a retórica do PS no final de 2023, existiam enquanto a administração da Águas de Portugal alegava «imposições e limites orçamentais» para não aumentar salários.
Face a uma situação que consideram «inadmissível», a Fiequimetal e o STAL assumem a continuação da luta na Águas de Portugal por um «aumento salarial de 150 euros para todos os trabalhadores, e fixação do salário de entrada em 1100 euros», aumento do subsídio de refeição para 12 euros, a «redução da semana de trabalho para 35 horas, e 25 dias de férias anuais», a revisão do ACT, «com uma nova tabela salarial e de conteúdos funcionais» e a aplicação de um Suplemento de Penosidade, Insalubridade e Risco. Tudo isto seria possível sem os «constrangimentos impostos pela União Europeia, o BCE e o FMI», defendem os sindicatos.
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