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|Parlamento Europeu

PCP consegue apoio de 74 eurodeputados para sessão plenária sobre a Palestina

João Oliveira, eurodeputado do PCP, recolheu o apoio de 74 deputados para a realização de uma Sessão Plenária extraordinária do Parlamento Europeu dedicada ao «dramático agravamento da situação na Faixa de Gaza e na Cisjordânia».
Créditos / Parlamento Europeu

Numa carta dirigida à presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, João Oliveira, deputado do PCP ao Parlamento Europeu, solicitou um agendamento urgente de uma Sessão Plenária extraordinária, nos termos do Regimento do Parlamento Europeu, com um único ponto de ordem: o agravamento da situação nos territórios palestinianos ocupados.

Para o efeito, o PCP recolheu o apoio de 74 deputados, algo que demonstra a transversalidade do apoio à causa palestiniana. No documento, os signatários sublinham que «a continuação da agressão levada a cabo por Israel contra o povo palestiniano» está a agravar uma situação já dramática, tanto na Faixa de Gaza como na Cisjordânia, onde colonos e forças militares israelitas intensificam os ataques e as autoridades expandem colonatos.

Os deputados recordam ainda a recente lei aprovada pelo parlamento israelita que prevê a pena de morte para palestinianos condenados por tribunais militares, bem como os ataques a navios que transportam ajuda humanitária em águas internacionais, com detenções arbitrárias de activistas.

Deste modo, a iniciativa considera que a violência de Israel «configura um autêntico genocídio, como declarado pelo Tribunal Internacional de Justiça», e denuncia as inúmeras violações do direito internacional e o desrespeito pelas resoluções da ONU.

«A inacção das instituições da União Europeia face à política de ocupação, colonização e genocida por parte de Israel é política e moralmente inaceitável e indefensável», lê-se na carta. Os eurodeputados insistem que o debate «não é apenas necessário, é imperativo» e que «o Parlamento Europeu e a União Europeia não podem continuar em silêncio». A realização da sessão é, então, apresentada como «uma questão de justiça».
 

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