O problema é transversal nas IPSS de todo o país: «desvalorização profissional, salários baixos e a falta de reconhecimento de quem, diariamente, assegura serviços essenciais de apoio social, cuidando de pessoas e contribuindo para o bem-estar das comunidades», refere nota do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).
Os trabalhadores deste sector, que apoiam os membros mais fragilizadas na nossa sociedade, «desempenham um papel fundamental» nas creches, lares de idosos e outras instituições de apoio, mas «continuam a enfrentar dificuldades nas suas condições de vida e de trabalho».
Na sequência do III Encontro Nacional dos Trabalhadores das IPSS, realizado a 24 de Setembro, que juntou centenas de trabalhadores e várias estruturas sindicais (CESP, Fenprof, STSS, SEP, SIFAP, Fesaht, SNP, SFP), foi aprovada a realização de uma Campanha Nacional dos Trabalhadores das IPSS, a começar a 15 de Outubro, com um protesto em frente ao Centro Social de S. Martinho de Aldoar, no Porto, às 10h – a instituição do Padre Lino Maia, que preside também à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).
Seguem-se acções e iniciativas semanais «em contacto com a população em todo o país». Os trabalhadores das IPSS exigem o «aumento dos salários de todos os trabalhadores em 15%, num valor não inferior a 150 euros e a «fixação do salário do nível de entrada na carreira do sector em 1100 euros», a partir de 1 Janeiro de 2027; a valorização das carreiras e profissões através da «reposição do leque salarial existente em 2015» e o caminho estabelecido em 2009; o «fim da discriminação na carreira dos educadores de infância em creche, face aos colegas da educação pré-escolar», a instituição das 35h semanais e a estabilização dos horários.
«Com esta campanha nacional, pretendemos dar visibilidade a esta realidade e exigir respostas concretas que garantam condições de trabalho dignas e a valorização efectiva de todos os trabalhadores do sector», afirma o CESP.
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