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CESP denuncia aumento de lucros do Pingo Doce à custa da desvalorização salarial

A Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) lucrou 646 milhões de euros em 2025, enquanto os trabalhadores constroem diariamente estes resultados mas continuam a ser desvalorizados, acusa o CESP/CGTP-IN.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) promove esta terça-feira, dia 25, acções de denúncia por todo o país, considerando a situação de «desvalorização salarial, intensificação dos ritmos de trabalho e da precarização das condições laborais», enquanto o grupo Jerónimo Martins continua a aumentar os seus lucros.

Horários de trabalho «desumanos e completamente desregulados, alterados de um dia para o outro e muitas vezes sem aviso prévio e com várias escalas numa semana, não respeitando o CCT em vigor», ataque aos «direitos de parentalidade (Horários Flexíveis), como aconteceu nas Cozinhas Centrais em Odivelas», são algumas das acusações do CESP. O sindicato dá ainda o exemplo de o CEO do grupo, em 2025, ter sido «o gestor mais bem pago do país, recebendo o equivalente aos salários de 226 trabalhadores do Pingo Doce».

Estas são, segundo o CESP, os motivos que justificam as várias acções de denúncia pelo país, nomeadamente nas lojas do Pingo Doce de Lisboa, Vila nova de Gaia, Sines, Coimbra, Barcelos, Viana do Castelo e Caldas da Rainha. 

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