Foi a meio deste mês de Setembro que a Associação Sindical dos Profissionais da Policia (ASPP/PSP) anunciou que iria partir para um conjunto de forma descentralizada. De acordo com o comunicado que dava conta das acções, o motivo prende-se com o facto do Governo estar em «incumprimento» relativamente aos compromissos assumidos em 2024.
À data, a tutela garantiu um valor real de 300 euros no Suplemento por Serviço e Risco nas Forças de Segurança; garantiu a aplicação do acelerador de carreiras na PSP e assegurou a continuidade das negociações para a valorização remuneratória; a reestruturação de suplementos e as alterações ao Estatuto Profissional (EP) com vista à aceleração da mudança de níveis remuneratórios.
Acontece, no entanto, de acordo com a estrutura representativa dos polícias, que «tudo isto deveria estar já concluído», porém, ««tal não aconteceu porque o Governo assim não o permitiu». Agora, a ASPP, sentido-se legitimamente lesada, na salvaguarda de quem defende, exige o cumprimento do acordado e avançou para a luta, mas não sozinha.
Com a ASPP/PSP, avançou também a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) que, além do cumprimento do acordo de 2024, reivindica ainda também a actualização imediata das tabelas remuneratórias e a alteração legislativa aos cortes de 30% a 40% nas pensões de reforma.
O rol de acções ainda é assinalável, o que atesta o descontentamento no sector. Além do desfile realizado hoje no Porto, está ainda agendada uma acção para dia 1 de Outubro, em Leiria; uma em Lisboa para dia 8 de Outubro; uma em Faro, no dia 14 de Outubro; outra em Guimarães, prevista para o dia 16 de Outubro; e ainda uma outra, para dia 21 de Outubro, na Ponta Delgada.
Petição em prol da segurança das populações
Além das acções de rua, a ASPP/PSP lançou também uma petição «Por um Portugal seguro para todos». O documento, que conta já com mais de duas mil subscrições, afirma não querer mais promessas, mas sim uma «política de investimento na segurança pública».
A petição, a pensar na segurança das populações, é, segundo a estrutura afecta aos PSP, «um sinal claro de que a segurança pública e a dignidade de quem nos protege importam a Portugal inteiro».
Além deste elemento, a ASPP visa também exigir justiça profissional através de uma política salarial que valorize os polícias, assim como as progressões na carreira e a melhoria das condições de trabalho na PSP que «precisam de valorização urgente».
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