O primeiro caso relatado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) deu-se no primeiro semestre de 2026. No dia seguinte à Comércio Têxtil Atlantic Sud (dona das lojas Força Portugal) tomar conhecimento da eleição de um delegado sindical nas lojas do Porto, esse trabalhador foi imediatamente despedido.
Na segunda metade do ano, a empresa optou por avançar com o despedimento de vários trabalhadores, alegando uma quebra nas vendas e receitas – coincidência das coincidências, trabalhadores sindicalizados que aderiram a, pelo menos, uma das greves gerais.
Já decorre o processo pelo despedimento do delegado sindical (que interpôs, com o CESP, uma providência cautelar contra a acção «ilegal» da empresa) e vários dos grevistas estão também preparados para agir judicialmente contra a empresa. O sindicato convocou acções de protesto à porta das quatro lojas “Força Portugal” na cidade do Porto para o dia 1 de Outubro, aproveitando a ocasião para denunciar os vários abusos cometidos pela empresa.
«Mas estes não são os únicos atropelos aos nossos direitos», avisa o CESP: os trabalhadores são impedidos «de ligar o aquecedor no Inverno», são sujeitos a «câmaras de vigilância em locais não permitidos», ao mesmo passo que enfrentam uma total falta de «segurança dos trabalhadores em loja» e não recebem «o trabalho ao domingo nem as horas extra de acordo com a lei». A queixa-crime entregue pelo sindicato ao Ministério Público inclui ainda vários relatos de repressão à actividade sindical protegida pela Constituição da República Portuguesa.
As lojas Força Portugal dedicam-se à comercialização de equipamentos e acessórios «oficiais e licenciados» da Seleção Portuguesa de Futebol e das principais equipas portuguesa (SL Benfica, FC Porto e Sporting CP).
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