O Caderno Reivindicativo dos trabalhadores da EMEL, responsável pela gestão, exploração e manutenção dos locais de estacionamento público na cidade de Lisboa, foi discutido e aprovado em plenários realizados com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) em finais de Novembro de 2024.
A proposta final, que reflecte as principais ansiedades e exigências destes trabalhadores, foi entregue ao Conselho de Administração (CA) da EMEL a 3 de Janeiro de 2025 e, desde então, nada. Face a repetidas insistências do CESP, em diferentes momentos do mês de Fevereiro, a EMEL nada respondeu. Nem quando o sindicato falou directamente com o actual presidente do CA, Carlos Silva (antigo deputado do PSD), que se comprometeu a agendar uma reunião, a EMEL foi capaz de «cumprir» com a sua palavra.
Face à ausência de respostas concretas por parte desta empresa de capitais exclusivamente públicos, o CESP já anunciou a convocação de plenários com os trabalhadores, para discutir acções concretas que pressionem o CA. Foi também agendada uma reunião de conciliação no Ministério do Trabalho para o dia 7 de Março.
Os trabalhadores defendem a necessidade urgente de, entre várias outras reivindicações, aumentar os salários em 15%, com um mínimo de 150 euros; a «atribuição de diuturnidades por cada 4 anos de trabalho, até ao máximo de cinco no valor de 40 euros»; garantir um subsídio de refeição igual para todos, de 11 euros; 25 dias de férias e a atribuição de 1 dia extra por cada 10 anos de casa; a definição das 20h da noite como o início do trabalho nocturno.
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