As autoridades do sector informaram que o equipamento de imagiologia que resistiu (24%) opera em condições técnicas extremamente difíceis, com o aumento da procura de serviços e a indisponibilidade de manutenção e peças de substituição.
Acrescentaram que os serviços de ressonância magnética estão agora completamente indisponíveis na Faixa de Gaza, na sequência da destruição das nove máquinas que ali havia, o que agrava ainda mais a capacidade de diagnóstico e de tratamento aos doentes e feridos.
A mesma fonte – a que o portal palinfo.com alude – afirmou que apenas cinco das 18 máquinas de tomografia computorizada ainda estão a funcionar, operando sob imensa pressão e sem serem capazes de satisfazer a procura diária dos serviços.
No que respeita aos aparelhos de raio-X convencionais, explicaram que, antes da guerra de agressão, havia 88 operacionais e que actualmente há apenas 33 a funcionar – «obsoletos e frequentemente avariados».
Alertando para o colapso do sistema de saúde em Gaza, as mesmas fontes confirmaram ainda a falta de equipamentos nos blocos operatórios, que necessitam «urgentemente de aparelhos de fluoroscopia», uma vez que apenas restam cinco dos 16 que existiam antes da guerra.
Queda «acentuada e perigosa» no fluxo de ajuda humanitária
O gabinete de imprensa do governo na Faixa de Gaza alertou, esta terça-feira, para a queda «acentuada e perigosa» no número de camiões com ajuda humanitária autorizados a entrar na Faixa de Gaza, devido às medidas restritivas impostas pela ocupação israelita.
O gabinete informou que as autoridades israelitas apenas permitiram a entrada no enclave de 48 636 camiões com ajuda humanitária – sendo que, desde o início do «cessar-fogo» de Outubro de 2025, deveriam ter entrado no território 131 400.
Neste sentido, refere o palinfo.com, o nível de cumprimento do acordo por parte de Israel, no que às necessidades humanitárias básicas diz respeito, não ultrapassa os 37%.
Desde o início de Maio (até à passada segunda-feira), apenas 2719 camiões entraram no território palestiniano, quando estava prevista a entrada de 10 800 – o que, para o gabinete de imprensa, é um indicador «extremamente perigoso de uma política crescente de racionamento deliberado de ajuda».
Alertando que esta queda confirma que as autoridades israelitas utilizam «sistematicamente os alimentos, os medicamentos e a ajuda humanitária como ferramentas de pressão política e chantagem», o gabinete apelou ao mundo e aos mediadores do acordo para que tomem medidas imediatas com vista a «obrigar Israel a implementar integralmente todos os termos do acordo, sem selectividade ou atrasos».
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