Passar para o conteúdo principal

|Itália

Italianos mobilizam-se por salários e condições, pela Palestina e contra rearmamento

Dezenas de localidades italianas acolheram manifestações no âmbito da greve geral que contestou a cumplicidade com Israel e as políticas que favorecem a guerra em detrimento dos salários.

Créditos / usb.it

Milhares de trabalhadores aderiram à greve geral em Itália, convocada para esta segunda-feira pela Unione Sindacale di Base (USB), que, nas redes sociais, sublinhou a continuidade da «força» e do «espírito» subjacentes a outras mobilizações «contra a guerra, a cumplicidade com o Estado genocida de Israel e o rearmamento».

Dezenas de localidades acolheram manifestações durante a manhã no âmbito da greve, havendo outros protestos, ao longo do dia, para contestar as acções de Israel, nomeadamente um novo ataque a uma frota solidária com a Faixa de Gaza nesse mesmo dia.

A USB destacou que estas acções dão continuidade às iniciativas que assinalaram o Dia da Nakba, a 15 e 16, e que antecedem a manifestação nacional convocada para Roma, este sábado, centrada na denúncia das políticas que favorecem a guerra, o rearmamento e o aumento do custo de vida, bem como na luta por melhores salários e condições de vida.    

Destacando o êxito da greve geral, a organização sindical recordou que são os trabalhadores que produzem a riqueza que, em vez de os beneficiar, serve os interesses do imperialismo. «É o nosso dinheiro que paga as guerras deles, guerras que nos recusamos a pagar e que rejeitamos com todas as nossas forças.»

A central sindical, juntamente com outras organizações, tem sublinhado que, como resultado do apoio do governo de Meloni às políticas de armamento e de subjugação aos interesses norte-americanos, os trabalhadores italianos têm de fazer frente a um maior custo de vida, enquanto vêem reduzido o acesso a serviços públicos essenciais como a saúde e a educação.

«Cada bomba, cada missão militar, cada acordo de guerra e cada aumento da despesa militar traduz-se em salários mais baixos, menos saúde, menos escolas, menos apoio social, pensões mais baixas, menos casas e menos segurança social», declarou a USB ao referir-se às responsabilidades do governo italiano, da União Europeia e da NATO no agravamento das condições de vida dos trabalhadores.

«Estamos numa nova fase do ultraliberalismo: mais feroz, mais autoritária, mais armada. Após anos de cortes, privatizações e precariedade, hoje o salto qualitativo é conseguido através de uma economia de guerra», sublinhou a estrutura sindical no apelo à mobilização e à greve, acrescentando que «esta opção é acompanhada pelo ataque cada vez mais duro às liberdades democráticas e sindicais».

«Querem um país mais pobre, mais armado e mais obediente», alertou, declarando a necessidade de mobilização e organização, capazes de travar esta agenda destrutiva para os trabalhadores e os povos.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui