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|Lisboa

Mulheres trazem a Lisboa testemunhos da resistência saarauí

Sessão organizada pelo Movimento Democrático de Mulheres, esta sexta-feira, em Lisboa, conta com vozes de activistas que participaram no Congresso da União Nacional das Mulheres Saarauís (UNMS).

Foto de arquivo Créditos Mohamed Messara / EPA

O encontro está marcado para as 18h, na sede do MDM, e promete trazer relatos de «histórias de resistência e de sonho de descolonização e liberdade».

Desde 1975 que o povo saarauí resiste nas zonas ocupadas por Marrocos e nos campos de refugiados no deserto, perante o silêncio internacional, vivendo em condições tão extremas que lhe chamam «o deserto da morte». 

O 10.º congresso da UNMS, que se realizou no passado mês de Abril nos campos de refugiados de Smara (Tinduf, Argélia), homenageou Khadija Hamdi Abdellah, em reconhecimento da sua contribuição e legado para a luta nacional, e assinalou os 50 anos da República Árabe Saaraui Democrática (RASD)

A sessão desta tarde insere-se num esforço mais amplo de divulgação da realidade saarauí em Portugal, país cuja Constituição consagra o princípio da autodeterminação dos povos. À pergunta «o que podemos fazer?», o MDM responde: «Fazer cumprir a nossa Constituição. Não ceder a chantagens nem a mentiras. Fazer cumprir as normas do Direito Internacional. Falar verdade.»

O Saara Ocidental permanece, no século XXI, como a última colónia em África – um impasse que a Organização das Nações Unidas (ONU), «inacreditavelmente, não tem conseguido resolver», denuncia o MDM. 

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