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|País Basco

Cuba acarinhada em jornada solidária no País Basco

Amizade, cultura, solidariedade e repúdio pelo bloqueio imposto pelos EUA marcaram a jornada de apoio ao povo cubano que teve lugar na localidade guipuscoana de Hernani.

Em Hernani, denunciou-se o «genocídio silencioso» que o povo cubano sofre, entre várias expressões de solidariedade e apoio à Ilha Créditos / @cubainformacion

A jornada de apoio a Cuba realizou-se o fim-de-semana passado, no âmbito do ciclo internacionalista «Hernani Munduari begira» (Hernani a olhar o mundo), que decorre ao longo deste mês na localidade guipuscoana, centrado na actualidade de países como Guatemala, Honduras, Colômbia, Cuba, México, Palestina e Saara Ocidental.

A exibição do documentário Pintemos de violeta la economía cubana, produzido pela Casa Palomas de Havana e realizado por Lizette Vila, Ingrid León e Sergio Cabrera, foi o ponto de partida da jornada solidária com Cuba, de acordo com a informação divulgada pelos organizadores.

A obra coloca os direitos económicos das mulheres no centro da crise que Cuba atravessa e aborda os seus problemas, mal-estares e aspirações num país asfixiado pelo bloqueio e a pressão crescente do governo norte-americano.

Seguiu-se a mesa-redonda «Cuba: mulheres em resistência», que contou com a participação de Diana Balboa (pintora e ceramista cubana), Milagros Acea (economista e activista cubana) e Eloísa Auat (dirigente comunitária argentina), revela o portal cubainformacion.tv.

No âmbito da jornada solidária, houve ainda lugar para a música, com a participação dos artistas Víctor Hugo Ortiz, Xabi San Sebastián e Jaime Yakaman.

Denúncia do «genocídio silencioso»

O evento em Hernani serviu igualmente para reforçar a denúncia da «situação extrema» que o povo cubano vive, em resultado do cerco económico e energético que é imposto ao país caribenho pela actual administração da Casa Branca.

Foram ali destacadas as dificuldades de acesso a medicamentos, assim como os apagões e a falta de abastecimento de água, os problemas na recolha de lixo e nos transportes públicos, e o aumento da pobreza. 

Na mesma ocasião, denunciou-se o bloqueio petrolífero que Washington aplica à Ilha, as pressões e os pacotes sucessivos de sanções que promove, visando restringir as fontes de rendimento do país caribenho, bem como as dificuldades para fazer entrar mercadorias em Cuba.

Recolha de material sanitário

Durante o evento, foi ainda organizada uma recolha de produtos de higiene e sanitários destinados às mulheres cubanas.

Também se fez um apelo no sentido de apoiar financeiramente a segunda fase da campanha «Argia eta Indarra Kubarentzat. Contra el Bloqueo, Energía para Cuba» (Energia e Força para Cuba. Contra o Bloqueio, Energia para Cuba), que foi lançada com vista a adquirir instalações de energia solar para o Hospital Pediátrico William Soler, em Havana.

Até à data, a campanha já angariou quase 270 mil euros para a compra de painéis solares para o hospital, onde o primeiro já está a ser instalado. Nesta segunda fase, o objectivo é adquirir novos painéis para outras áreas da unidade hospitalar, incluindo o Banco de Sangue e o Centro de Cardiologia.

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