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|Palestina

Novo alerta para a situação dos presos palestinianos nas cadeias da ocupação

Registando um aumento acentuado de agressões a presos palestinianos nas cadeias israelitas em Julho, o Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros alertou para a situação do pediatra Hussam Abu Safiya.

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O gabinete deu espacial ênfase à deterioração da saúde do preso Hussam Abu Safiya Créditos / European Public Health Association

Num relatório divulgado esta terça-feira, o gabinete afirma que há actualmente 9400 presos palestinianos, incluindo 94 mulheres, 350 menores, 3244 reclusos a quem foi aplicado o regime de detenção administrativa e 1320 detidos ao abrigo da chamada lei do «combatente ilegal».

De acordo com o texto, a que o portal palinfo.com faz referência, desde Outubro de 2023, início da ofensiva genocida de Israel na Faixa de Gaza, mais de 24 600 palestinianos foram detidos.

O relatório documentou uma escalada na repressão dentro das prisões, que incluem invasões, espancamentos de prisioneiros, uso de balas de borracha e cães, confinamento solitário e revistas humilhantes.

Também registou a continuidade dos abusos contra as mulheres presas na cadeia de Damon, referindo-se nomeadamente à disseminação de doenças e a negligência médica, bem como a interrogatórios duros, tortura física e sexual, exercida sobretudo sobre reclusos da Faixa de Gaza.

Os testemunhos de ex-presos dão conta de espancamentos, insultos, maus-tratos e revistas corporais desde o momento da detenção, e evidenciam ainda a persistência de uma política destinada a agravar as condições de vida dos presos, por via da fome, da má qualidade da alimentação, da privação de roupa e de produtos de higiene, ou da redução do tempo no pátio, revela a fonte.

Alerta para a situação do médico Hussam Abu Safiya

O gabinete chama a atenção para a grave situação do pediatra palestiniano Hussam Abu Safiya, que se encontra na cadeia desde que foi detido por forças israelitas, em Dezembro de 2024, no contexto da ofensiva genocida sionista contra a Faixa de Gaza.

Num comunicado emitido esta quarta-feira, o organismo de defesa dos presos afirma que a saúde de Abu Safiya se continua a deteriorar na cadeia de Raveket, na sequência de agressões sucessivas que o deixaram com costelas fracturadas.

O médico que desempenhava as suas funções no Hospital Kamal Adwan, no Norte de Gaza, sofre de problemas cardíacos, hipertensão arterial, fortes dores no pescoço, hérnias discais, problemas de visão, tonturas persistentes e taquicardia, afirma o gabinete, denunciando negligência médica por parte das autoridades prisionais israelitas.

No passado dia 27 de Julho, Abu Safiya sofreu a repressão mais violenta desde que foi detido, revela o texto, que se refere a esse dia como «o mais difícil» sob custódia, com guardas a usarem bastões, armas atordoantes, gás lacrimogéneo, balas de borracha e cães de ataque contra os presos.

O documento aponta agressões repetidas ao pediatra, observando que, logo após a sua transferência para a prisão de Rakevet, a 24 de Junho, os soldados israelitas o agrediram com bastões sem motivo aparente, provocando-lhe uma fractura nas costelas.

As sucessivas agressões de quem tem sido alvo e os 21 dias de confinamento solitário a que foi submetido em condições severas agravaram ainda mais o seu sofrimento, alerta o Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros, que apelou a uma acção internacional imediata para conter as agressões israelitas aos presos palestinianos, fazer pressão pela sua libertação e garantir-lhes protecção.

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