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ONG palestiniana pede libertação de três mulheres grávidas numa cadeia israelita

A Sociedade dos Presos Palestinianos (SPP) apelou a uma intervenção internacional urgente para garantir a libertação de três mulheres grávidas mantidas «em condições duras e trágicas» na cadeia de Damon.

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De acordo com a SPP, há actualmente 9500 palestinianos presos nas cadeias da ocupação, 93 dos quais mulheres (imagem de arquivo) Créditos / PressTV

Em comunicado, a SPP responsabilizou inteiramente as autoridades israelitas pelo destino de Amina al-Tawil, Dana Joudeh e Manar Ibrahim, três das 93 mulheres palestinianas detidas nas prisões israelitas, a maior parte das quais na cadeia de Damon, no Norte dos territórios ocupados em 1948.

«As mulheres estão a ser mantidas em condições severas e num isolamento sem precedentes, com o Comité Internacional da Cruz Vermelha ainda impedido de visitar os prisioneiros, desde o início da guerra de Israel contra Gaza», declarou o grupo, citado pela agência Anadolu.

«As suas famílias também vêem recusadas as visitas, tal como acontece com todos os prisioneiros palestinianos nas cadeias israelitas», acrescentou a SPP.

De acordo com o texto, divulgado esta segunda-feira, al-Tawil (37 anos, de Qalqilya) está grávida de quatro meses. É mãe de quatro filhos e esposa de um ex-recluso que passou um total de 19 anos em prisões israelitas. As forças da ocupação prenderam-na a 18 de Março último.

Joudeh (35 anos, de Nablus) é mãe de um filho e está grávida de cinco meses. Encontra-se detida desde 18 de Abril deste ano, tendo-lhe sido aplicada uma ordem de detenção administrativa arbitrária com a duração de seis meses.

Por seu lado, Ibrahim (28 anos, de Ramallah) é mãe de dois filhos e está grávida de quatro meses. Foi detida a 30 de Abril deste ano, sendo acusada de «incitação» nas redes sociais.

Violação do direito internacional humanitário

A SPP diz ter recebido testemunhos de ex-presas e de advogados que indicam que o sistema prisional da ocupação impôs mais medidas punitivas e retaliatórias às mulheres palestinianas presas nos últimos meses, incluindo rusgas repetidas, revistas humilhantes e outras formas de maus-tratos.

Acrescentou que as grávidas têm de enfrentar as mesmas condições «punitivas» que as demais mulheres presas, incluindo negligência médica, falta de comida e grande pressão psicológica.

O organismo sublinha que manter as mulheres grávidas em tais condições viola o direito internacional humanitário e os padrões dos direitos humanos, incluindo a protecção garantida às grávidas na Quarta Convenção de Genebra.

Neste contexto, refere a PressTV, a SPP apelou às organizações de defesa dos direitos humanos, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e aos organismos das Nações Unidas ligados aos direitos das mulheres e à detenção arbitrária para que intervenham de forma imediata, de modo a assegurar a libertação das três mulheres grávidas e garantir-lhes protecção internacional.

Desde o início da ofensiva genocida contra a Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, a ocupação sionista prendeu mais de 765 mulheres, entre as quais se contam «raparigas, idosas, estudantes, advogadas, jornalistas, activistas, professoras, domésticas, médicas, esposas e familiares de reclusos», afirmou o grupo.

Actualmente, cerca de 9500 palestinianos permanecem nas cadeias israelitas, onde são submetidos a tortura, fome e negligência médica, que provocaram dezenas de mortes.

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