O partido reage assim às notícias divulgadas esta segunda-feira, de que as obras dos teleféricos do Curral das Freiras e estruturas de zipline iriam iniciar-se no próprio dia. «Os Verdes mais uma vez vêm reafirmar a sua total oposição a este projecto, que consideram criminoso pelos riscos que ele representa, tanto por razões de ordem geológica e climatérica para a população do Curral como para os próprios turistas, como também pelo crime ambiental e paisagístico que representa», referem numa nota de imprensa divulgada ontem.
Os ecologistas defendem que «não foram feitos os estudos geológicos adequados para as exigências de um projecto deste tipo, num local de grande vulnerabilidade a este nível» e insistem que a obra «é um logro do ponto de vista económico no que respeita o desenvolvimento do Curral».
«Todo o projecto está concebido por forma a que a riqueza que venha a gerar fique nas mãos dos operadores turísticos e que a população só veja migalhas», criticam Os Verdes, denunciando ainda que o projecto «consubstancia um verdadeiro assalto ao erário público», atendendo à renda que irá ser paga ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Segundo mostrou o estudo de viabilidade económico-financeiro, o teleférico dos Curral das Freiras previa facturar, em 2024, mais de 5,1 milhões de euros ao ano, pagando uma renda fixa de apenas 2000 euros mensais.
Para o Partido Ecologista Os Verdes, «este é mais outro elefante branco, similar à “Marinha do Lugar de Baixo”, mas com riscos reais e físicos bem mais elevados para a população», esperando por isso que não se concretize.
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