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|Câmara Municipal de Lisboa

Vigília em Marvila contra despejo de jovem viúva com duas crianças

A 30 de Julho, uma jovem viúva de 26 anos, mãe de duas crianças, foi despejada da casa onde vivia pela Gebalis. Associação de Moradores de Marvila convocou vigília para 23 de Outubro, às 18h, em frente ao Lote 568 do Bairro do Condado.

Foi uma decisão «desumana e vergonhosa» da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e da Gebalis, empresa municipal que gere a habitação pública na cidade de Lisboa. A 30 de Julho, uma mulher de 26, que recentemente enviuvou, e as suas duas crianças (4 e 2 anos) foram despejadas da casa em que viviam, no Lote 568, Pç. Dr. Fernando Amado, no Bairro do Condado, em Marvila.

O companheiro da jovem, neto do titular do arrendamento, morreu subitamente em 2024, tal como o seu avô, deixando a mulher sozinha com as duas crianças nessa habitação. Durante mais de dois anos, «a família continuou a pagar a renda», valores esses que foram sempre sendo «aceites pela própria Gebalis», sem qualquer contestação até Dezembro de 2025.

A moradora não deixou de informar a autarquia e a empresa municipal sobre os falecimentos dos familiares, tendo entregue todos os documentos solicitados pela Gebalis e que foram posteriormente rejeitados. A Comissão de Moradores e Utentes de Marvila (COMUM) rejeita esta posição «cega, burocrática e antissocial» da empresa municipal e do executivo PSD/CDS-PP/IL da CML (que recusaram reunir com a moradora despejada).

Em comunicado enviado ao AbrilAbril, a COMUM lamenta que nenhuma entidade autárquica tenha avançado com uma «qualquer solução viável ou garantia de alternativa habitação digna». Não só a CML se recusou a encontrar uma solução como recusou «categoricamente» a «hipótese avançada de encaminhar a família para um centro de acolhimento de refugiados».

Contra o despejo da sua vizinha e dos seus filhos, a Comissão de Moradores e Utentes de Marvila está a convocar uma vigília solidária no Lote 568, Pç. Dr. Fernando Amado, no Bairro do Condado, em Marvila, para o dia 23 de Outubro, pelas 18h. Os moradores vão denunciar este «problema social que até então não existia» criado pelo executivo municipal liderado por Carlos Moedas (que agora afirma existirem 2800 pessoas à frente desta família que já tinha habitação), «bem como a recusa em ouvir as populações e as vítimas deste despejo nos órgãos autárquicos», como ocorreu numa reunião pública de Setembro de 2026.

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