Num momento «marcado pelo agravamento das tensões internacionais, com consequências imprevisíveis e graves», o CPPC defende que é tempo de uma «forte mobilização e acção em solidariedade com os povos que defendem e lutam pelos seus direitos e soberania, em prol da paz e da cooperação». O objectivo, afirma, é «unir todos quantos intervêm com a aspiração e a convicção de que é possível um mundo justo, democrático, solidário e de paz», estando já marcadas iniciativas para Guimarães (25 de Setembro), Porto (28 de Setembro) e Lisboa (10 de Outubro), no âmbito da acção «Todos pela Paz!».
Nela insere-se também o apelo «Solidariedade! Soberania! Paz!». Numa fase de recolha de assinaturas, o documento denuncia «a escalada belicista e as constantes violações dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional promovidas pelos EUA, a NATO e os seus aliados, desde logo Israel, que atormentam milhões de pessoas com a guerra, a agressão, os bloqueios e sanções, a ingerência e a desestabilização».
O CPPC responsabiliza essa escalada pelo «enorme aumento das despesas militares e o desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas e destrutivas», denunciando que, para além das consequências gravosas para os povos, estas políticas «alimentam poderosos complexos militares-industriais».
No plano interno, a organização defende a necessidade de «agirmos pela afirmação da soberania e independência nacional e por uma política externa independente, de paz e cooperação», com base nos princípios vertidos na Constituição da República. Ao mesmo tempo, reivindica que se rompa «com a subordinação à política belicista dos EUA, da NATO e da UE».
Tendo em conta as «graves ameaças que a Humanidade enfrenta», o CPPC coloca um conjunto de exigências, nomeadamente o fim do genocídio do povo palestiniano e a concretização dos seus direitos nacionais, e o fim da escalada belicista, com o apelo ao fim das guerras contra o Irão, o Líbano ou o Iémen. O respeito pela soberania e pelos direitos dos povos da América Latina e Caraíbas, concretamente o fim do bloqueio a Cuba e da interferência na Venezuela são outras reivindicações manifestadas pelo CPPC, que critica o desvio de fundos públicos para o militarismo e a guerra.
Celebrado a 21 de Setembro, o Dia Internacional da Paz foi declarado pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 30 de Novembro de 1981.
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