O trabalhador imigrante e delegado sindical apresentou-se ontem novamente ao trabalho, acompanhado pelo seu sindicato (Sindicato da Hotelaria do Norte), no Restaurante Miradouro Ignez, após o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ter confirmado que o mesmo se encontra em situação regularizada no País.
A chefia recusou-se a aceitar o trabalhador, mantendo a situação de despedimento e alegando que tanto a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) como a Segurança Social não permitem a reintegração do trabalhador no seu posto de trabalho.
O trabalhador já tinha ido ao seu local de trabalho para reiniciar funções no dia anterior, 16 de Abril, na sequência da resposta do SEF, mas não foi recebido porque o patrão se encontrava ausente.
Num processo que se arrasta desde o início do mês de Abril, a chefia daquele restaurante tem atribuído a diversas entidades a responsabilidade pelo despedimento ilícito a que deu causa, do delegado sindical e de outros dois trabalhadores.
Estes trabalhadores foram despedidos, de forma ilícita, na sequência da realização de uma greve nos dias 1 e 2 de Abril, na qual reivindicavam o pagamento pontual dos salários, entre outros direitos laborais.
Os trabalhadores rejeitaram o despedimento, tendo o sindicato assinalado que trabalham há mais de um ano no estabelecimento e que o processo não se encontra concluído devido ao atraso da empresa na elaboração do contrato de trabalho escrito.
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