No ano em que se assinala o centenário da Bauhaus, na Alemanha, a empresa alemã de produções fictícias, UFA Fiction, e a Degeto Film coproduziram o filme Bauhaus (Lotte am Bauhaus, no título original), focado nas mulheres que fizeram parte da escola e na luta que travaram pela igualdade.
Fundada em 1919, a Bauhaus marcou a história da arquitectura e foi uma das primeiras instituições de ensino a admitir a inscrição de mulheres, embora a sua participação estivesse limitada, por exemplo, a workshops de costura.
Uma das poucas a conseguir participar nas aulas de Escultura foi Alma Siedhoff-Buscher, que entrou na escola alemã contra a vontade dos pais, tendo feito carreira como designer e ficado na história, não apenas pelos icónicos brinquedos em madeira – que ainda hoje existem, mas por integrar a geração de artistas que lutou pelo direito à participação das mulheres na arquitectura e no design.
«Os nomes delas foram condenados às notas de rodapé, mas a Bauhaus teve mulheres importantes na sua concepção», lê-se no anúncio oficial do filme, dirigido por Gregor Schnitzler com apoio de Annemarie Jaegg, directora do Arquivo da Bauhaus. Para os produtores Benjamin Benedict e Nico Hofmann, Lotte am Bauhaus foca-se no esforço da emancipação feminina durante os 14 anos da escola.
O filme já estreou na televisão alemã e está disponível na plataforma espanhola de streaming Filmin.
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