A nova Portaria de Condições de Trabalho para Trabalhadores Administrativos (PCT), publicada a 22 de julho de 2026, já entrou em vigor, mas está a gerar forte descontentamento entre os trabalhadores abrangidos.
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) classifica os aumentos salariais como «muito insuficientes» e critica a data de produção de efeitos, que será só em Março.
«Tendo em conta os aumentos do custo de vida ao longo dos últimos anos, é incompreensível o Governo continuar a contribuir para empobrecermos a trabalhar», considera o sindicato numa nota crítica à Portaria.
Para além da questão salarial, o CEPS vem recordar um direito frequentemente esquecido pelos trabalhadores: as diuturnidades, ou seja, o prémio de antiguidade. O sindicato relembra que as diuturnidades são independentes do salário base, mesmo que este seja superior ao valor da tabela. Assim, qualquer trabalhador que receba o salário mínimo definido pela Portaria, tem também direito a receber 28,80 euros por cada diuturnidade, todos os meses, acrescidos ao vencimento base.
O sindicato alerta ainda que muitos trabalhadores podem estar a ser prejudicados por desconhecerem estes direitos, e reforça a importância da união e da informação: «Juntos somos mais fortes», é a mensagem final do comunicado.
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