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Com salários em atraso, trabalhadores da Coralfish agendam concentração

Na sexta-feira, a empresa ainda não tinha pago os salários referentes ao mês de Julho e os subsídios de férias de 2022. Assim, os trabalhadores decidiram realizar uma concentração de protesto, em Peniche.

Créditos / CGTP-IN

A acção de luta terá lugar na próxima quarta-feira, dia 17, entre as 12h30 e as 13h30, junto às instalações da empresa, em Atouguia da Baleia (Peniche), informa no seu portal o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC/CGTP-IN).

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Trabalhadores do frio estão fartos de salários congelados

Sem qualquer actualização desde 2003, os trabalhadores da Monliz, empresa produtora de congelados, em Alpiarça, partem para a greve, 10 de Agosto, pela negociação do Contrato Colectivo de Trabalho no sector.

Plenário de trabalhadores da Monliz, em Alpiarça. Nesta reunião, os cerca de 100 trabalhadores sindicalizados no STIAC elegeram um delegado sindical e aprovaram o seu caderno reivindicativo 
Créditos / STIAC

O plenário realizado na Monliz, no dia 23 de Julho, não deixou margem para dúvidas. Os trabalhadores desta unidade industrial, sediada em Alpiarça, exigem o «cumprimento dos horários de laboração contínua: nomeadamente os dois dias de folga consecutivas e um fim de semana por mês», releva o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC/CGTP-IN).

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Discriminação salarial na Novadis denunciada à Heineken

Os trabalhadores da Novadis enviaram uma carta à Heineken NV, em Amesterdão, onde denunciam a prática de discriminação salarial geográfica em Portugal.

Créditos / Sintab

Na carta que redigiram, enviada à «empresa-mãe» pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN), os trabalhadores expõem aquilo que consideram ser «um atropelo à Constituição da República Portuguesa».

Em causa está o facto de os motoristas de distribuição da região do Porto receberem cerca de menos 150 euros mensais do que aqueles que desempenham as mesmas funções em Lisboa.

Nesta denúncia, em que apelam ao accionista único da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas que interceda na resolução do problema, os trabalhadores realçam ainda o facto de a situação representar uma «enorme incoerência» com o que a empresa publicita internamente, com documentos publicados, dando conta de que «o respeito pela igualdade e não discriminação constitui um dos pilares em que assenta a política de direitos humanos, que integra o código de conduta do grupo Heineken».

O Sintab enviou igualmente a denúncia à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), solicitando intervenção.

Desde Agosto de 2020 que a organização sindical tem solicitado a regularização de diversas situações que considera ilegais, de onde sobressai também a imposição do recurso ao banco de horas.

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Em causa está também o cumprimento e negociação do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) para a indústria do frio, negociado entre a ALIF (Associação da Indústria Alimentar pelo Frio) e a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN). O CCT não é alvo de negociações há quase 20 anos, desde 2003.

«Descontentes com a não negociação do caderno reivindicativo proposto, a ausência de retorno aos problemas colocados na última reunião, realizada em 24 de Maio», e o facto da empresa Monliz continuar a «fomentar formas de discriminação» entre os trabalhadores, a greve era inevitável.

Os cerca de 100 trabalhadores sindicalizados no STIAC, sindicato não subscritor do acordo, foram «excluídos do aumento salarial e, no seu entendimento, sujeitos a uma discriminação por filiação sindical, o que configura uma violação de vários princípios elementares presentes na Constituição da República Portuguesa e concretizados no Código do Trabalho».

Durante as 24h do dia 10 de Agosto, os trabalhadores da Monliz vão exigir o fim da precariedade na empresa, os 25 dias de férias anuais, aumentos nos subsídios de alimentação e de turno, o fim dos horários desregulados e o direito a desfrutar de dois dias de descanso consecutivos, entre muitas outas reivindicações.

O dia da greve será assinalado com uma concentração de protesto e denúncia agendada entre as 9h30 e as 12h, à porta desta unidade industrial. A acção contará com a presença da Ana Pires, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.

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A realização do protesto tem como motivo o facto de não existir uma previsão de pagamento dos salários, uma situação que, destaca o sindicato, «coloca numa situação desagradável todas as famílias que dependem» deles.

Neste contexto, torna-se mais difícil pagar as despesas habituais, motivando atrasos nos pagamentos que podem levar a «possíveis situações de corte ou suspensão de serviços». Também a aquisição dos bens alimentares se torna mais difícil, afirma a organização sindical, «podendo levar a casos de fome e de má-nutrição, especialmente para quem vive sozinho ou tem filhos e outras pessoas dependentes».

Com 15 trabalhadores, na sua maioria mulheres, a Coralfish é uma empresa de produtos congelados, e desde Abril reduziu o horário de trabalho a todos os funcionários.

Num documento, a empresa passou a mensagem de que esta era a única forma de proteger o posto de trabalho, explica o STIAC, acrescentando que, desde então, «o problema se tem agravado».

«O salário nem sempre foi pago no último dia do mês e sempre na incerteza de o receber», afirma.

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