A greve de 24 horas, 10 de Março, a realizar nas lojas da EDP (EDP Comercial, SU e E-Redes) e nos centros de contacto (call centers) de empresas do grupo foi convocada, refere a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN), em comunicado enviado ao AbrilAbril, «contra a precariedade e por um emprego com direitos».
«Se as tarefas e responsabilidades são iguais, devem ser iguais os salários e os direitos dos trabalhadores» contratados pelo Grupo EDP a empresas pretadoras de serviços temporários. O que a empresa faz é preencher necessidades efectivas com trabalhadores temporários, pagando-lhes muito menos.
Para além do «aumento geral dos salários e direitos, equiparando-os aos praticados pelas empresas que recorrem à externalização de operações essenciais para a sua actividade», os trabalhadores estão em luta «contra a pressão sobre os postos de trabalho para efectuar vendas por objectivos, tempos de atendimento, etc...», assim como pela melhoria da «qualidade de serviço e condições de trabalho».
No mesmo dia da greve, 10 de Março, está convocada uma concentração junto à sede da EDP, em Lisboa (Av. 24 de Julho), com início às 11h.
Empresa não tem o «direito» de aplicar multas, descontando o salário, a quem seja alvo de reclamações
Em comunicado conjunto, da Fiequimetal e dos sindicatos SIESI, SITE NORTE e SITE CRSA, denunciam as «multas» que o Grupo EDP pretende aplicar: podem chegar aos «500 euros para o trabalhador no caso de reclamação do cliente, para além das advertências e outras consequências».
«A empresa não pode tirar dinheiro dos salários dos trabalhadores e, muito menos, acusar e sancionar fora do quadro da Lei», alertam os sindicatos do sector, afectos à CGTP: «Ninguém deve assinar algo sem nos consultar, bem como no caso de serem tentadas formas de pressão ou intimidação».
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