Foram várias semanas «a passo lento», em que a administração da EDP mais não fez do que dar «mais um jeito à maquilhagem» com que esconde a falta de vontade em valorizar os salários e as carreiras dos trabalhadores da empresa. Saídos da última reunião negocial com uma mão cheia de nada, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN) e quatro sindicatos que a integram lançaram um abaixo-assinado na empresa.
Aos trabalhadores, os sindicatos SIESI, SITE CSRA, SITE Norte e SITE Centro-Norte colocam a possibilidade de subscreverem 3 exigências prementes, entre as quais a afirmação do príncipio de que o novo modelo de carreiras tenha em conta os anos de casa já trabalhados por cada um, salvaguardando a progressão nas carreiras, e reduza o tempo necessário para alcançar o último escalão da carreira (são, actualmente, precisos mais de 40 anos de labor para chegar ao topo na EDP).
Os sindicatos querem também que a administração canalize os recursos financeiros necessários (mum contexto de lucros multimilionários só nos últimos anos) «para a valorização profissional dos seus trabalhadores, de forma a garantir que, quando atingidos os pontos necessários, o valor de valorização salarial é superior aos 6%» propostos pelo patronato.
«É preciso dar força ao abaixo-assinado por uma negociação efectiva e dignificadora das carreiras e dos trabalhadores», defende a Fiequimetal.
E-mail de phishing enviado aos trabalhadores é «brincadeira de mau gosto» da administração da EDP
A prática de phishing consiste no envio de mensagens falsas a partir de fontes supostamente seguras e credíveis, fazendo-se, por exemplo, passar por instituições bancárias, para convencer os utilizadores a divulgar informação pessoal e sensível que pode ser usada para roubar dinheiro ou dados confidenciais.
Segundo a Fiequimetal, a administração da EDP lançou um falso e-mail de phishing aos seus próprios trabalhadores, com o objectivo de avaliar a sua capacidade de identificar este tipo de fraude. «Nesta fase das negociações, é completamente despropositado e provocatório este tipo de actuação, e um profundo desrespeito pelos trabalhadores».
Não é boa política, considera a federação sindical afecta à CGTP-IN, «defraudar os trabalhadores com falsas expectativas e brincadeiras de mau gosto».
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