«Sabemos que a aviação é imprevisível. Mas alterações de escala sucessivas não são aviação, são falta de respeito pelos trabalhadores e pela sua vida familiar», afirma o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), nas suas redes sociais: «É maximizar lucros à custa do desgaste físico e mental dos tripulantes».
A instabilidade das escalas é uma das principais queixas dos trabalhadores da easyJet em Portugal (o sindicato acusa a empresa de alterar as escalas até seis vezes num só dia), mas não é a única – os trabalhadores denunciam «a falta de contratação por parte da companhia, a inexistência de escalões de senioridade e a falta de actualização salarial».
De acordo com o SNPVAC, cerca de 370 voos terão sido cancelados devido a esta acção de luta, convocada com o voto favorável de 100% dos filiados nesta estrutura sindical. Em comunicado, a easyJet confirma que só conta realizar, no máximo, 428 dos 786 voos que tinha antecipado realizar, de e para Portugal, entre os dias 2 e 6 de Outubro.
Oito destes voos foram realizados «de forma ilegal», acusa Ricardo Penarroias, dirigente do SNPVAC, que confirmou à agência Lusa já ter avançado com uma queixa por substituição ilegal de grevistas (recorrendo a trabalhadores estrangeiros de outras bases fora de Portugal) à Autoridade para a Condições do Trabalho (ACT). Sem uma alteração significativa da postura da empresa, a easyJet terá de enfrentar uma nova paralisação nas vésperas do Natal, de 19 a 23 de Dezembro.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui