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Lidl, o «Top Employer» que não aceita as reivindicações dos trabalhadores

O CESP denunciou o que classifica como uma postura «vergonhosa» por parte da cadeia de supermercados Lidl, na sequência de uma reunião ocorrida na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). 
 

O Lidl arroga para si o estatuto de «Top Employer» porém o encontro de mediação entre a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) parece estar longe do proclamado.

Com objectivo de discutir o Caderno Reivindicativo dos trabalhadores para 2026 e diversos problemas diários nas lojas, o encontro terminou sem qualquer compromisso por parte da empresa, o que mereceu uma tomada de posição forte da estrutura sindical.

Segundo o CESP, a reunião serviu para «forçar o Lidl a responder» às queixas dos seus trabalhadores, mas a empresa manteve-se «intransigente e arrogante», respondendo de forma vaga a todas as questões levantadas. O sindicato afirma que o Lidl se limitou a responder «sim, porque sim» e «não, porque não» aos problemas apresentados, que vão desde as condições de trabalho até à falta de segurança.

Os trabalhadores queixam-se de horários desregulados e imprevisíveis, com alterações constantes de folgas e turnos que inviabilizam qualquer organização da vida pessoal, sendo ainda forçados a aceitar contratos a part-time que os obrigam a procurar outro emprego para conseguir pagar as contas.

Em comunicado, o CESP sublinha também outras falhas graves, como a não contabilização dos dias de nojo como dias de trabalho efectivo, a falta de critérios claros nas avaliações de desempenho e a alegada substituição ilegal de trabalhadores em greve por chefias. O sindicato exige que o Lidl se sente para negociar o Caderno Reivindicativo e que cesse o que considera ser uma violação do direito à greve.

Perante a falta de respostas, o CESP apela à união dos trabalhadores para exigir uma mudança de postura da empresa. «O Lidl vai mesmo ter de nos ouvir – temos de o exigir, juntos!», conclui a nota sindical.
 

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