Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!... Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve, Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos. . .
Em redor do teu vulto é como um véu! Quem as esparze - quanta flor! - do céu, Sobre nós dois, sobre os nossos
cabelos?
Camilo Pessanha
E o mundo é a nossa tarefa é uma escolha semanal de Manuel Augusto Araújo.
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