O STAL dá também conta, através de comunicado, de que o restante serviço operacional funcionou, durante estes dois dias de greve (sexta-feira e sábado) «com fortes constrangimentos, apesar do clima de ameaças e tentativas de desmobilização dos trabalhadores com promessas para alguns».
Esta greve tem como objectivo exigir a negociação do acordo colectivo de trabalho (ACEP), a auscultação do STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) na aplicação do Suplemento de Penosidade e Insalubridade (SPI) e o «respeito pelos horários de trabalho e melhores condições de trabalho», nomeadamente «a regulamentação dos horários dos trabalhadores do sector de recolha e higiene urbana, respeitando a obrigatória auscultação aos trabalhadores» e do sindicato.
Entretanto, o STAL acusa o Executivo municipal de «violar o direito à greve, tentando substituir trabalhadores em luta por outros», uma situação «ilegal e politicamente inaceitável», tendo solicitado «a presença da GNR e apresentando a respectiva queixa».
Trata-se de um «comportamento arrogante e de completo desrespeito pelos trabalhadores e pelas regras democráticas e legais» do município de Nisa, que o STAL afirma ser recorrente, mas que não impedirá a sua determinação em «combater as vãs tentativas de atropelo deste direito constitucionalmente consagrado», e de defender os direitos dos trabalhadores.
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