Não é a primeira vez que o deputado do PCP ao Parlamento Europeu, João Oliveira, questiona as mais altas instituições europeias sobre as acções ilegais de Israel. Desta feita, o comunista apresentou mais das perguntas sobre as violentas e ilegais detenções de activistas solidários com o povo palestiniano, incluindo cidadãos portugueses.
O primeiro caso remonta a 18 de Maio, quando a flotilha humanitária que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza foi atacada por forças militares israelitas a cerca de 463 quilómetros do território palestiniano.
De acordo com o que as imagens divulgadas mostram, pode ver-se militares a espancar, arrastar e imobilizar os 430 membros da flotilha, enquanto o ministro israelita Ben-Gvir proferia palavras de humilhação e defendia as agressões. No rescaldo da divulgação das imagens. vários activistas relataram actos de violência e tortura física, psicológica e sexual.
Num segundo incidente, a 24 de Maio, dez activistas da caravana humanitária internacional terrestre, onde se inclui uma cidadã portuguesa, foram interceptados e detidos em Sirte, no leste da Líbia, quando tentavam garantir a passagem por um posto de controlo. Importa relembrar que desde a sua detenção, os dez activistas encontram-se incomunicáveis e sem se conhecer o seu paradeiro.
João Oliveira questiona agora o Conselho e a Comissão Europeia sobre que medidas tencionam tomar para condenar a actuação do Estado sionista e assegurar a urgente ajuda humanitária à população de Gaza.
A par disto, o PCP considera ser urgente o apuramento do paradeiro dos activistas detidos na Líbia, assim como a suspensão do acordo de Associação UE-Israel face às violações sistemáticas do direito internacional e aos crimes cometidos contra o povo palestiniano.
«O silêncio ou a falta de denúncia e condenação desta situação são política e moralmente inaceitáveis», lê-se numa das perguntas apresentadas ao abrigo do artigo 144.º do Regimento do Parlamento Europeu, aguardando-se agora resposta escrita das instituições europeias.
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