Na Casa dos Povos, que acolhe o evento, o ministro dos Negócios Estrangeiros nicaraguense, Denis Moncada, afirmou que o diálogo, a cooperação e a unidade são ferramentas essenciais para acabar com o colonialismo em todas as suas formas e expressões.
Também na abertura do encontro, que começou na segunda-feira e termina hoje, o diplomata destacou que os representantes dos países e povos iriam aproveitar a ocasião para abordar os processos de descolonização.
Da mesma forma, iriam debater os avanços alcançados pelos povos na defesa da sua soberania e no reforço dos mecanismos internacionais de solidariedade com as nações que ainda permanecem sob administração colonial, refere el19digital.com.
«Recordamos que mais de metade dos territórios não autónomos se encontram na nossa região da América Latina e Caraíbas, incluindo os casos especiais de Porto Rico e as Ilhas Malvinas argentinas», afirmou Moncada, tendo ainda reafirmado o apoio aos seus legítimos direitos, bem como aos do povo saarauí.
Por seu lado, a presidente do Comité de Descolonização da ONU, Menissa Rambally, afirmou que não há um único caminho para a descolonização, uma vez que cada território tem a sua própria história, circunstâncias e aspirações, e que os debates devem respeitar e reflectir essa diversidade.
Rambally agradeceu ainda ao governo e ao povo nicaraguense pela «hospitalidade para a realização deste Seminário Regional Caribenho», que se realiza sob o lema «Progressos Avançados, Compromissos Renovados».
É a terceira vez que a Nicarágua recebe um evento deste género, em que voltam a ser debatidos os resquícios do período colonial e as práticas hegemónicas que procuram manter mecanismos de dominação e desestabilização sobre os países do Sul Global.
Em declarações a um programa de TV, o diplomata nicaraguense Valdrack Jaentschke sublinhou que a realização do seminário sobre descolonização no país centro-americano constitui uma forma de reconhecimento internacional à participação activa da Nicarágua na luta contra o colonialismo e ao posicionamento firme do governo sandinista na defesa da soberania e da autodeterminação dos povos.
Estão representados no encontro países como África do Sul, Antígua e Barbuda, Argélia, Angola, Argentina, Belize, Bolívia, Burundi, China, Comores, Cuba, Espanha, Fiji, França, Gabão, Guatemala, Indonésia e Irão.
Também, entre outros, Mali, México, Namíbia, Papua Nova-Guiné, Reino Unido, República Árabe Saarauí Democrática, Rússia, Santa Lúcia, Timor-Leste, Venezuela e Zimbabwe.
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