Passar para o conteúdo principal

|México

Encontro no México repudia calúnias norte-americanas contra Raúl Castro

O XXX Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba, no estado de Aguascalientes, reclamou o fim do bloqueio dos EUA à Ilha, repudiou as calúnias contra Raúl Castro e apelou à mobilização solidária.

Créditos / Movimiento Mexicano de Solidariedad con Cuba

Na declaração final, os mais de 300 delegados exigiram a Washington que ponha fim ao cerco económico, comercial e financeiro, agora «com a nefasta e assassina ocorrência de um bloqueio petrolífero».

Denunciaram a recente ordem executiva firmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por atentar contra a soberania e a autodeterminação com pressões e ameaças de sanções económicas a terceiros países que mantenham laços comerciais e financeiros com o país caribenho.

Além disso, repudiaram o processo do Departamento da Justiça dos EUA contra Raúl Castro, que «devotou a sua vida a favor do povo cubano», e apelaram à realização de uma jornada nacional de apoio ao líder cubano no próximo dia 3 de Junho, data do seu aniversário.

Neste sentido, exortaram o movimento solidário com a maior ilha das Antilhas em todo o mundo a unir-se a esta iniciativa e «que fique claro que estamos com Raúl, com Cuba e com a sua Revolução».

No entender dos participantes, a ofensiva judicial faz parte de uma estratégia de perseguição, intimidação e manipulação histórica visando criminalizar a defesa da soberania cubana, com recurso à invenção de expedientes com fins políticos, e legitimar agressões contra a Revolução.

«Cuba resiste porque o seu povo defende uma história de dignidade. Cuba resiste porque a sua Revolução mostrou que é possível pôr a saúde, a educação, a cultura, a ciência, o desporto e a vida acima do lucro», declararam, citados pela Prensa Latina.

Além de apoiarem a posição da presidente Claudia Sheinbaum a favor da soberania e autodeterminação da Ilha, os delegados ao encontro organizado este fim-de-semana pelo Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba exigiram ainda a Washington que retire a Ilha da «imoral e injusta» lista unilateral de países que alegadamente patrocinam o terrorismo, e reclamaram à administração de Trump que devolva a Cuba o território ilegalmente ocupado em Guantánamo.

Houve ainda tempo para homenagear os 32 combatentes internacionalistas da Ilha caídos em defesa da soberania da Venezuela, bem como para agradecer o trabalho dos mais de 3000 médicos cubanos de diferentes especialidades em vários estados do México, ajudando o povo em regiões onde existem «maiores carências económicas e necessidades».

Nos dois dias do evento, os participantes abordaram igualmente o legado do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, bem como a guerra mediática e digital lançada contra o país caribenho.

Cuba jamais será um país subjugado

No encerramento do encontro, o embaixador cubano no México, Eugenio Martínez, destacou as dificuldades que a população está a sentir por causa das medidas coercivas impostas por Washington.

«Perseguem os barcos, perseguem os países, perseguem as seguradoras dos barcos […], perseguem terceiros países, ameaçam empresas que estão a fazer negócios legítimos com Cuba», afirmou Martínez perante os delegados.

Acrescentou que a administração norte-americana está a tentar impor à Ilha um modelo que esta não aceitará. «Podemos melhorar [o modelo], mas nunca entregá-lo. Jamais seremos um país subjugado», frisou, alertando que os EUA pretendem eliminar conceitos «como a soberania, a livre autodeterminação dos povos», enquanto procuram apropriar-se dos recursos da região.

O diplomata agradeceu ainda aos presentes no encontro os donativos materiais enviados para o seu país, que – defendeu - eram necessários e chegaram à população.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui