A medida foi anunciada esta quinta-feira pelo funcionário norte-americano na sua conta de Twitter (X): «Em virtude da Ordem Executiva 14404 do presidente Trump, hoje sanciono a empresa energética estatal de Cuba, Unión Cuba-Petróleo (Cupet).»
Rubio justificou a iniciativa, que se insere na política de máxima pressão contra a Ilha, com o argumento de que «as elites comunistas de Cuba instrumentalizaram a energia como ferramenta de controlo social e de lucro cleptocrático».
Sem apresentar quaisquer provas, o responsável da diplomacia norte-americana afirmou que, «durante décadas, o regime roubou e açambarcou o combustível disponível, usando-o para o avião privado dos Castro».
Acrescentou ainda, ao referir-se à medida de asfixia, que Donald Trump «deseja um novo futuro para o povo cubano», e garantiu que os EUA vão continuar «a atacar a capacidade do regime comunista para utilizar o seu comércio de energia para promover a sua agenda corrupta».
Bruno Rodríguez arremete contra as «mentiras habituais e vulgares» de Rubio
O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, reagiu ao anúncio de imposição de sanções à Cupet, que é responsável pelas operações de petróleo e gás no país caribenho, acusando Marco Rubio de «reforçar ainda mais o cerco económico e energético contra Cuba».
«O secretário de Estado do regime norte-americano, movido por ambições de conquista, aspirações presidenciais e sentimentos vingativos da elite que impulsionou a sua carreira política, está agora a reforçar ainda mais o bloqueio económico e energético contra Cuba», declarou o diplomata na sua conta de Twitter (X).
Rodríguez afirmou que, para o justificar, Rubio «não recorre a desculpas preparadas pelo seu Departamento de Estado, mas antes às mentiras habituais e vulgares, as mais agressivas, ignorantes e raivosas entre os inimigos de Cuba».
Por seu lado, a encarregada de negócios da Embaixada de Cuba nos EUA, Lianys Torres, afirmou que as sanções contra a Cupet se enquadram num plano para sufocar e subjugar a Ilha, que afecta directamente, de forma criminosa, o povo cubano.
«Parem com a punição colectiva a crianças, grávidas, doentes crónicos, idosos e o resto do povo de Cuba», declarou, citada pela Prensa Latina.
Impactos severos
Com a política de endurecimento do bloqueio levada a cabo pela actual administração norte-americana, Cuba atravessa uma das piores crises energéticas da sua história recente.
Interrupções prolongadas do serviço eléctrico e falhas no abastecimento de combustível provocaram danos de monta em áreas como a saúde pública ou os transportes, entre outras.
Na sequência da ordem Ordem Executiva 14404, que visa impor um cerco total a Cuba, a administração norte-americana decretou sanções contra o Grupo de Administração Empresarial (GAE) e exerceu pressões sobre empresas estrangeiras no sentido de porem fim qualquer ligação a Cuba até 5 de Junho.
Também impôs sanções a governantes e dirigentes políticos cubanos, bem como aos seus familiares, enquanto o Departamento da Justiça apresentou uma acusação contra Raúl Castro, no âmbito de várias medidas destinadas a criar pretextos para uma agressão militar à Ilha.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui