As forças de ocupação israelitas mataram seis palestinianos – todos na casa dos 20 anos e um com 32 – esta terça-feira à tarde na aldeia de Kafr Dan, a oeste da cidade de Jenin, no Norte da Cisjordânia.
Um outro ficou ferido, segundo revelou o Ministério palestiniano da Saúde, que confirmou as identidades dos seis assassinados durante o raide.
Em protesto contra a operação das forças sionistas e os assassinatos, foi declarada uma greve geral em Jenin.
Entretanto, já esta madrugada, as forças israelitas levaram a cabo operações em vários pontos dos territórios ocupados, refere a Al Jazeera, incluindo em Shuweika (nas imediações de Tulkarem), em Baqat al-Hatab (perto de Qalqilya) e no campo de refugiados de Balata e aldeia de Burqa (junto a Nablus).
Também em Deir Ibzi e Budrus (a oeste de Ramallah), em Beit Fajjar (a sul de Belém) e em Beit Ummar (a norte de al-Khalil/Hebron).
De acordo com a agência Wafa, desde 7 de Outubro, no contexto da «guerra silenciosa» contra a Margem Ocidental ocupada que as autoridades palestinianas acusam Israel de estar a levar a cabo (enquanto o mundo olha para o massacre na Faixa de Gaza), as forças e os colonos israelitas mataram pelo menos 543 palestinianos. Destes, 133 são menores de idade.
Nos últimos oito meses, mais de 5200 palestinianos ficaram feridos e cerca de 9200 foram detidos na Margem Ocidental, indica a mesma fonte.
A escalada de tensão e violência israelita na Cisjordânia aumentou no contexto da mais recente agressão a Gaza – onde prosseguem os ataques israelitas e se continuam a registar mortos e feridos, nomeadamente em Rafah e na Cidade de Gaza.
De acordo com a Wafa, o número de mortos no enclave costeiro em resultado dos ataques israelitas por terra, ar e mar chegou a 37 164 e o de feridos a 84 832.
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