A Frente Unitária dos Trabalhadores do Equador (FUT) convocou, esta segunda-feira, mobilizações para os próximos dias 12 e 13, com o propósito de refutar os despedimentos massivos no sector público e o aumento do preço dos combustíveis decretado pelo governo de Daniel Noboa.
Em conferência de imprensa, dirigentes da União Geral dos Trabalhadores do Equador (UGTE) alertaram que a decisão oficial de reduzir os ministérios de 14 para dez vai deixar no desemprego cerca de 20 mil funcionários públicos.
Isto vai aprofundar o processo de desmantelamento de organismos estatais que começou com as reformas do Código Orgânico de Organização Territorial e a Lei de Integridade Pública, com o qual se pretendia inicialmente «deixar no desemprego mais de 70 mil funcionários públicos», apontou o dirigente sindical José Villavicencio.
Na mesma ocasião, o presidente da União Nacional de Educadores, Andrés Quishpe, disse que na próxima sexta-feira os trabalhadores se irão mobilizar em Quito, até ao Centro Histórico, para denunciar o facto de a política económica do governo seguir os condicionamentos impostos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Por seu lado, o presidente da FUT, Edwin Bedoya, esclareceu que as manifestações agendadas para sexta e sábado terão lugar em várias províncias do país, e mostrou-se preocupado com a possibilidade de o governo avançar com uma reforma laboral, com mecanismos de flexibilização de emprego e alterações ao regime de segurança social.
Também considerou urgente unir as forças populares e de esquerda para resistir às medidas neoliberais, alertando para a necessidade de «construir o novo modelo económico e político que o povo exige, com mais justiça social», refere a TeleSur.
A este respeito, Bedoya abordou o processo de revogação do mandato promovido por diversos movimentos populares no país sul-americano, afirmando que essa iniciativa constitucional não é de ninguém em particular, mas de todos os cidadãos, pelo que insistiu no apelo à unidade política e de luta.
O presidente da FUT denunciou ainda a perseguição e as represálias contra dirigentes sociais no país, e confirmou a existência de conversações com organizações indígenas para articular uma frente de resistência popular unitária.
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