O próximo ano será o primeiro desde 2006, quando a lei que regula a sua actualização foi aprovada, em que as pensões até aos 856 euros terão aumentos reais. Isto será possível porque o critério de crescimento económico nos últimos dois anos superou os 2%, o que já não acontecia desde 2000, antes da entrada em circulação do euro.
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Mas, tal como neste ano, os pensionistas que menos ganham vão receber um aumento extraordinário em Agosto, até dez euros. Depois dos anos do congelamento do governo do PSD e do CDS-PP, o caminho de recuperação do poder de compra será prosseguido este ano.
Progressões descongeladas em Janeiro – metade do efeito é sentido já em 2018
Os trabalhadores da Administração Pública vão ver a progressão nas suas carreiras descongeladas já a 1 de Janeiro, mas os efeitos nas suas remunerações será faseado. Por iniciativa do PCP, o ritmo será mais acelerado do que estava inicialmente previsto, com metade da valorização salarial a ocorrer já em 2018 e o restante no próximo ano.
No caso das carreiras em que o factor determinante para a progressão é o tempo de serviço (como dos professores, dos militares, dos elementos das forças de segurança, de alguns trabalhadores da Saúde e da Justiça), ficou uma questão em aberto: a contabilização dos mais de nove anos de congelamento. Inicialmente, o Governo propôs que esse tempo não fosse contado mas a luta dos trabalhadores (com as greves nacionais da Função Pública e dos professores) levou a que a matéria fosse remetida para a negociação com os sindicatos, devendo ser contabilizado o tempo do congelamento.
Impostos: descem para trabalhadores, sobe para mega-lucros
As alterações ao IRS são das medidas que serão sentidas por mais trabalhadores portugueses já em 2018 e, nalguns casos de forma mais acentuada, em 2019, quando for feito o acerto de contas.
A introdução de dois novos escalões, com uma redução das taxas efectivas para quem tem até 40 mil euros de rendimento colectável, vai permitir uma redução entre os 198,5 euros e os 293,28 euros de imposto a pagar por ano para os rendimentos mais baixos e intermédios.
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A elevação do patamar a partir do qual se paga IRS, o chamado mínimo de existência, vai ainda isentar de imposto quem ganha até 8980 euros anuais. Este passa ainda a ficar ancorado ao Indexante de Apoios Sociais (IAS), depois de o anterior governo o ter desligado da evolução do salário mínimo nacional.
Em sentido inverso, a derrama estadual (um adicional ao IRC) sobre as empresas com lucros tributáveis acima dos 35 milhões de euros passa de 7% para 9%. Estas empresas tinham beneficiado de uma redução de 2 pontos percentuais quando o anterior governo passou a taxa normal do IRC de 23% para 21%, em 2015.
Ainda assim, o PS ajudou a inviabilizar as propostas de alteração ao OE2018 que impunham uma taxação mais justa sobre os rendimentos de capital, nomeadamente através do englobamento obrigatório em sede de IRS, o que faria subir o imposto a pagar pelos grandes accionistas – que, actualmente, ganhem 80 mil ou 80 milhões de euros, pagam sempre uma taxa de 28%.
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