Foi divulgado, esta sexta-feira, o novo ranking das escolas e os resultados não podiam ser mais reveladores. Na lista, a primeira escola pública aparece somente no 38.º lugar e nas primeiras 50 escolas, são 46 as privadas. As colocações revelam os reais objectivos dos Exames Nacionais.
Quem já pronunciou foi o movimento Voz aos Estudantes que tem tido uma posição crítica face aos Exames. Para o movimento, «os Exames Nacionais são, como vemos todos os anos a partir destes “rankings”, um método de avaliação que deixa muitos estudantes para trás».
No comunicado emitido pelo movimento a crítica, no entanto, não fica somente pela cítrica isolada ao ranking em si, mas debruça-se também sobre os reais objectivos dos Exames Nacionais, que «deixa para trás os estudantes de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas, enquanto privilegia aqueles que conseguem pagar a sua educação e uma melhor preparação para estas provas».
Para o movimento, não é admissível que, tanto com os elementos agora tornados públicos com o ranking como com os dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos Exames Nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam.
Num contexto em que várias são as escolas em que os estudantes estão a levar a cabo acções de luta contra a política de direita relativamente à escola pública, o Voz aos Estudantes relembra que está a circular um abaixo-assinado contra os Exames Nacionais que conta já com cerca de 5000 assinaturas.
«Está claro que é preciso criar uma alternativa a este método de avaliação, alternativa esta que passa pela valorização da avaliação contínua, de modo a permitir que cada estudante tenha verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior», afirma o movimento que nas última semanas tem dado um contributo inigualável ao desenvolvimento da luta estudantil.
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