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|direitos e liberdades

Fenprof unânime na condenação da «intervenção policial brutal e desproporcionada»

A repressão dos protestos pelo direito à habitação põe em causa «liberdades democráticas», nomeadamente «o direito de manifestação e de resistência», considera o Conselho Nacional da Fenprof/CGTP-IN.

IMAGEM DO DIA
Investigadores e docentes protestam em frente ao Ministério da Ciência e do Ensino Superior, numa concentração organizada pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF), pela discussão em torno do protocolo negocial acordado em novembro, em Lisboa, 22 de março de 2023. De acordo com as estatísticas da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, cerca de metade dos docentes do ensino superior e 75% dos investigadores têm vínculos precários, valores que não incluem os bolseiros nem os contratados pelas instituições privadas sem fins lucrativos. Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

«São várias as conquistas de Abril que têm vindo a ser postas em causa e os atropelos à Constituição da República Portuguesa, no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente os direitos sindicais, à educação, ao direito de manifestação e de resistência», afirma o Conselho Nacional da Fenprof/CGTP-IN, orgão máximo entre congressos da maior organização sindical de professores em Portugal.

Um primeiro exemplo do «despeito» do Governo PSD/CDS-PP pela Constituição da República Portuguesa, referido pela Federação Nacional dos Professores, é o «atropelo, quer pela ausência, quer pela simulação, da negociação colectiva, no que respeita às leis laborais».

No Porto, a 15 de Outubro, o desrespeito do executivo de Luís Montenegro (e de um seu antigo integrante, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte) por outras conquistas da constituição democrática, o «direito de manifestação e de resistência», teve expressão numa «intervenção policial brutal e desproporcionada» durante o protesto pacífico da Acampada pelo Direito à Habitação.

Por unanimidade, o Conselho Nacional da Fenprof reafirma o seu compromisso com o aprofundamento dos valores de Abril – o «estado de direito é para cumprir e a liberdade e a democracia são para ser cumpridas», inclusivamente pelas forças policiais e os seus mandantes políticos. A maior federação sindical de professores do país insta o Governo a «mudar de rumo, pois a democracia é o caminho e é construída por todos».

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