O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), intitulado «Mulheres nas Empresas e na Gestão: ampliar os resultados obtidos», constata o aumento da presença das mulheres em cargos de liderança de topo das empresas, embora estas continuem «sub-representadas nas funções de direcção em geral, ocupando menos de um terço (30 %) a nível global». Por outro lado, apesar dos progressos da presença de mulheres nos cargos de topo, a paridade de género «diminuiu nos níveis de direcção intermédia e de base».
Segundo a OIT, «apesar do reforço dos argumentos económicos a favor da igualdade de género, existe um fosso crescente entre os compromissos assumidos e a sua implementação». Os dados apresentados referem que, em 2025, 74,8% das empresas afirmaram ter uma política de igualdade de género e de diversidade ou um mecanismo equivalente, enquanto o número de empresas que implementaram iniciativas relacionadas com a igualdade de género e a diversidade diminuiu de 37,4%, em 2018, para 26,5% em 2025. Este declínio incluiu medidas que as próprias empresas identificaram como estando entre as mais eficazes, nomeadamente os programas de apoio à maternidade e as iniciativas de promoção da igualdade salarial.
O relatório destaca ainda «medidas práticas que podem apoiar as empresas a transformar compromissos em resultados, incluindo o reforço das vias de acesso das mulheres à liderança», e defende uma acção «concertada para enfrentar as barreiras estruturais que persistem fora do local de trabalho, nomeadamente a desigual repartição das responsabilidades familiares, a segregação profissional e a persistência das normas sociais».
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