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Dia Internacional do Trabalhador

Milhares comemoram o 1.º de Maio por todo o País

Milhares de trabalhadores participaram nas manifestações do 1.º de Maio, convocadas pela CGTP-IN, em mais de 40 localidades. Evocaram a origem do Dia do Trabalhador, mas também a actualidade da sua luta e reivindicações, apontando um «Dia Nacional de Luta» para 3 de Junho.

Iniciativas da CGTP-IN de comemoração do 1.º de Maio

Créditos / CGTP-IN
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Ana Carolina
Créditos Jorge Caria
Créditos Jorge Caria
Créditos Jorge Caria / AbrilAbril

Este 1.º de Maio, que assinala o 131.º aniversário dos acontecimentos de Chicago que estiveram na origem do Dia Internacional do Trabalhador, foi assinalado pela CGTP-IN com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em várias localidades do continente e das regiões autónomas, sob o lema «Valorizar o trabalho e os trabalhadores!».

Há 131 anos deu-se uma jornada de luta pela redução da jornada de trabalho para as 8 horas que foi violentamente reprimida pelas autoridades dos Estados Unidos da América, que assassinaram dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais. Para além de assinalar este acontecimento, esta é uma data que homenageia os que durante a ditadura fascista lutaram pela liberdade e por melhores condições de vida e de trabalho, por emprego com direitos, salários e horários dignos.

Este dia continuou ao longo dos anos a ser palco não só destas evocações, mas também das reivindicações dos trabalhadores na actualidade. Este foi um elemento comum às comemorações nos diversos sítios do País, com destaque para a manifestação de milhares de pessoas realizada em Lisboa, do Martim Moniz à Alameda D. Afonso Henriques, animada com palavras de ordem, faixas e outros elementos que expressavam as exigências dos trabalhadores. 

Numa resolução da CGTP-IN aprovada nas comemorações, é lembrado que «os avanços registados no novo quadro político do País, não são dádiva de ninguém» e que «foi com a luta que os trabalhadores conseguiram o aumento (embora insuficiente) do salário mínimo nacional, a recuperação dos quatro feriados, a reposição dos salários e das 35 horas na Administração Pública», entre outros direitos e conquistas.

No entanto, os trabalhadores consideram que «é preciso ir mais longe e generalizar a solidariedade e a justiça social», sendo para isso necessário «intensificar a luta em cada local de trabalho, empresa e sector», exigir que «o Governo PS dê efectiva resposta às necessidades do País» e «enfrentar o grande capital e o directório das grandes potências que dominam a União Europeia», de forma a «libertar o país das desigualdades, do Euro, da dívida e dos milhares de milhões de euros de encargos anuais».

Os trabalhadores presentes nas comemorações do 1.º de Maio aprovam lutar pelo aumento geral dos salários incluindo o salário mínimo nacional; pela revogação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente da caducidade, e pela reintrodução do principio do tratamento mais favorável e da renovação automática das convenções; pelo combate à precariedade e que a cada posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo; pela reposição do vínculo por nomeação e o desbloqueamento das carreiras na Administração Pública; contra a desregulação dos horários e pelas 35 horas de trabalho semanal para todos; e pela reposição dos 65 anos como idade legal de reforma e o acesso à reforma, sem penalizações, ao fim de 40 anos de descontos.

Por todas estas reivindicações, os trabalhadores decidiram também participar no «Dia Nacional de Luta» convocado pela CGTP-IN, para o dia 3 de Junho, que terá expressão em duas manifestações, uma em Lisboa (Marquês de Pombal, 15h) e outra no Porto (Campo 24 de Agosto, 15h).

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